Grindadráp, a matança das baleias nas Ilhas Faroé
Grindadráp, a matança das baleias nas Ilhas Faroé
Grindadráp, a matança das baleias nas Ilhas Faroé
Grindadráp, a matança das baleias nas Ilhas Faroé

O mar encheu-se de vermelho depois de uma tradição das Ilhas Faroé, na Dinamarca, ter provocado a morte de 250 baleias nas praias do arquipélago.

Mais de 250 baleias-piloto foram perseguidas por barcos até à praia, onde foram encurraladas e mortas com arpões e facas pelos habitantes locais enquanto dezenas de pessoas assistiam, incluindo crianças.

O massacre é um ritual realizado há centenas de anos Ilhas Faroé, conhecido por “grindadráp“, e foi mostrado a semana passada pela ONG ambientalista Sea Shepherd Global nas redes sociais. Sete ambientalistas foram detidos por tentar impedir a tradicional matança.

Nas imagens divulgadas pelos ativistas é possível ver o sangue dos mamíferos a manchar de vermelho as águas nas praias de Bøur e Tórshavn.

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Embora a pesca da baleia seja proibida na Dinamarca, esta é permitida nas ilhas Faroé. O evento está legalizado pelas autoridades e conta com o apoio da marinha dinamarquesa.

Os pescadores do arquipélago alimentam-se da carne de baleia e usam a sua banha para vários produtos. As baleias-piloto não correm risco de extinção, mas o nível de brutalidade chocou os utilizadores das redes sociais.

Wyanda Lublink, capitã do navio da Sea Shepherd “Brigitte Bardot”, critica a presença de navios da marinha dinamarquesa no evento.

“É incompreensível que a Dinamarca, um país membro da União Europeia que luta contra este tipo de prática e sujeita a leis de proibição da matança de cetáceos, consiga justificar a sua colaboração neste massacre”, afirmou.

ZAP