Dos 12 drones que a Força Aérea comprou para ajudar na vigilância na época de incêndios, apenas três funcionam. Os outros chegaram com falhas técnicas e operacionais.

De acordo com o jornal i, os 12 drones que custaram 4,5 milhões de euros à Força Aérea, fizeram apenas 250 horas de voo e foram devolvidos ao fabricante UAVision por falhas técnicas.

“No decorrer deste processo, à medida que as aeronaves foram entregues, verificaram-se não conformidades ao nível da motorização convencional [drones de voo de asa fixa] e VTOL [drones de descolagem e aterragem vertical] que tinham impacto no cumprimento da performance desejada”, disse fonte oficial da Força Aérea, em declarações ao jornal.

Todos os drones tiveram de ser devolvidos devido a problemas nos motores. Um deles caiu este mês em Alcácer do Sal, quando a hélice se separou do motor.

Três dos aparelhos já foram arranjados, entregues e já cumpriram 250 horas de vigílância desde 31 de agosto em Mirandela, Lousã e Beja. Os outros nove vão ter de repetir testes.

Esta segunda-feira, o Diário de Notícias adiantou um exercício levado a cabo pelas Forças Armadas, para testar a coordenação de meios do Exército, da Força Aérea e da Marinha na prevenção e combate a incêndios, com uma nova estratégia de patrulhamentos em terra (por atribuição de zonas de risco), no ar (com drones), e até em zonas fluviais.

Este ano, a época de incêndios foi de 1 de julho a 30 de setembro, mas só no final de outubro o Ministro da Defesa irá aprovar a nova estratégia, que se espera possa entrar em vigor no próximo ano.

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