André Ventura / Facebook

André Ventura, candidato PSD à Câmara de Loures

Maioria das pessoas que participaram num inquérito da Aximage disseram concordar com as declarações do candidato social-democrata à Câmara de Loures sobre a comunidade cigana.

Segundo o Jornal de Negócios, um inquérito realizado pela Aximage mostra que a maioria das pessoas inquiridas, independentemente do partido que apoiam, concorda com as declarações de André Ventura, candidato do PSD à Câmara de Loures, sobre os ciganos.

67,8% dos inquiridos dizem concordar com as declarações do social-democrata, sendo de um quarto (25,2%) os que disseram não concordar. Relativamente aos restantes, 3,3% diz não ter opinião, a que se junta mais 3,7% que não concorda nem discorda.

O Negócios escreve que, analisadas as respostas dos eleitores, verifica-se que a concordância trespassa todos os partidos políticos.

Dos 67,8% que concordam com o candidato, 79,6% têm intenção de votar no CDS-PP, seguindo-se os associados ao PSD com 74,9%, os que se abstêm de votar com 71,2% e os que votam em branco ou nulo concordam numa percentagem de 72%.

Por sua vez, dos que demonstram intenção de votar no PS, 61,1% diz concordar com André Ventura, uma percentagem que até é superior nos eleitores da CDU (63,8%). Já os que votam no Bloco são os que mais baixa percentagem têm

, no entanto, ainda assim com um total de 55,7%.

É também no BE que existe o maior número de inquiridos que discordam das declarações do candidato (37,6%), seguindo-se a CDU (34,5%) e o PS (30,4%). À direita, a percentagem de inquiridos que discordam está abaixo dos 20%, escreve o jornal.

A entrevista telefónica foi realizada nos dias 29 e 30 de agosto, tendo sido feitas 597 entrevistas efetivas.

Numa entrevista ao jornal i, em julho passado, André Ventura referiu que a etnia cigana tinha de “interiorizar o Estado de direito porque, para eles, as regras não são para lhes serem aplicadas”.

O candidato, apoiado inicialmente por PSD e CDS, acusou os ciganos de utilizarem casas camarárias sem pagarem e sem serem despejados, de terem um “sentimento de enorme impunidade” e de viverem num estado de “auto-poder” em zonas como a Quinta da Fonte.

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