Já a partir de setembro, os “Maias” e “A Ilustre Casa de Ramires”, obras de Eça de Queirós, deixam de ser leituras obrigatórias no Ensino Secundário. Agora, cabe aos alunos em conjunto com os seus professores, escolher uma obra do autor clássico que mais lhes interessa ler.  

Segundo o Público, que avança com a notícia nesta quarta-feira, esta é uma das propostas das chamadas aprendizagens essenciais para a disciplina de Português no 10.º e 11.º ano.

A proposta, que está disponível para consulta publica até ao dia 27 de junho na página da Direção-Geral de Educação, explica que já no próximo ano letivo a escolha vai passar pelos próprios alunos e os seus respetivos professores. Assim, os alunos vão escolher o romance que mais lhes interessar ler, não havendo a obrigatoriedade de uma das duas obras que estavam até agora previstas no programa do Secundário.

“Há uma diminuição das obras propostas para leitura, que coexiste com o alargamento das opções que podem ser tomadas pelos professores”, confirmou a presidente da Associação de Professores de Português, Filomena Viegas, em declarações ao diário.

O mesmo se vai aplicar a outras obras, como Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Camilo Castelo Branco. E na poesia com Antero de Quental ou Cesário Verde. Em todos os casos deixam de ser mencionadas obras específicas para se ficar apenas com a referência “escolher um romance” ou “escolher três poemas”, explicou.

“O que interessa é conhecer a obra do autor, pois qualquer leitura feita deve permitir fazer outras”, justificou a presidente a APP.

Também o ministério sustenta que “a avaliação da educação literária terá em conta o conhecimento da cultura literária e o conhecimento dos autores e movimentos literários, o que pode ser aferido com base em leituras diferenciadas”.

Dos géneros literários abordados no Secundário desaparecem ainda os contos.

[sc name=”assina” by=”ZAP” ]