Os trabalhadores de origem asiática foram detetados pela Polícia Marítima no rio Tejo e estão a viver em condições precárias em antigas pocilgas de porcos.

O Serviço de Investigação da Polícia Marítima detetou um novo esquema criminoso que usa mão de obra ilegal para trabalhar na apanha da amêijoa, avança o Jornal de Notícias.

Os trabalhadores, de origem asiática, chegam através de circuitos de tráfico de pessoas e imigração ilegal. A Polícia Marítima detetou entre 100 a 200 apanhadores, oriundos de países como o Laos e Vietname, no rio Tejo.

De acordo com o jornal, estes trabalhadores vivem nas zonas de Alcochete e do Samouco em condições precárias, ficando a dormir em antigos pavilhões de quintas que eram usados para guardar animais, como antigas pocilgas de porcos

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Segundo o Observador, que cita o exclusivo do JN, o esquema foi detetado durante este ano e por isso é que ainda não há qualquer referência ao mesmo no Relatório Anual de Segurança Interna de 2017, que apenas relatava a mão de obra oriunda do leste europeu.

As investigações ainda não foram abertas, mas suspeita-se que os trabalhadores asiáticos também sejam usados noutros países europeus, empregados em trabalhos agrícolas sazonais.

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