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Mãe de estudante que morreu, em 2oo1, depois de uma praxe vai agora ser julgada por quatro crimes de difamação, depois de ter chamado “assassino” a um dos arguidos no caso.

15 anos depois de ver o filho morrer na sequência de agressões durante uma praxe, Maria de Fátima Macedo vai começar a ser julgada, no Tribunal da Maia, por quatro crimes de difamação, escreve o jornal Público.

A mulher, de 65 anos, foi acusada de difamar um dos jovens que foram arguidos na investigação do homicídio do seu filho por lhe ter chamado “assassino” durante uma entrevista a um programa de televisão em 2014.

A queixa partiu do próprio estudante da Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão, Olavo Almeida, agora com 39 anos de idade, que está a ser acompanhado por uma procuradora do Ministério Público.

Segundo o diário, Maria de Fátima Macedo arrisca uma pena de até dois anos de prisão ou o pagamento de uma indemnização de 120 mil euros ao queixoso.

De acordo com a sua defesa, a mãe de Diogo nomeou os suspeitos da morte do seu filho “imbuída da sua revolta mais que justificada” e realça que a lei “não pune o uso de expressões difamatórias quando estas são proferidas prosseguindo interesses legítimos” e quando quem as profere “prove a verdade das mesmas ou creia de boa-fé na sua veracidade”.

Além disso, as suas advogadas defendem ainda que essas declarações foram proferidas no âmbito do direito à liberdade de expressão, uma vez que “a arguida não pode estar obrigada a não responder à comunicação social”.

Diogo, que na altura frequentava o quarto ano de arquitetura, morreu aos 22 anos depois de ter dito que ia “resolver a sua vida na tuna”, conta o Público.

Agressões durante a praxe provocaram a sua morte, conclusão que, em 2013, foi confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça. Apesar disso, os culpados deste crime nunca foram julgados e, por falta de provas, o processo acabou por ser arquivado.

ZAP