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Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse esta quarta-feira que não permitirá que a direita consolide um “golpe eleitoral”, apesar de a oposição ter obtido uma maioria qualificada de 2/3 de deputados nas recentes eleições parlamentares, o que lhe dá o controle da Assembleia Nacional.

“Não pensem que isso vai ficar assim. Nós vamos mudar essa situação e não vamos permitir que a direita consolide o seu golpe eleitoral, não vamos permitir“, garantiu Nicolás Maduro.

Segundo o presidente venezuelano, o governo está a preparar “o que vão ser as batalhas para o próximo ano, por meio de um plano integral”, para contrariar as intenções dos opositores.que “jogaram sujo e que estão a jogar sujo contra o povo”.

“Voltamos às ruas para batalhar por esta pátria e das ruas ninguém nos tirará“, acrescentou.

O presidente advertiu que a direita venezuelana, submetida aos interesses imperiais, com a maioria parlamentar, pretende retomar o neoliberalismo no país

, que no passado causou miséria e altos níveis de exclusão social.

“As chaves são a retificação profunda, revolucionária e construtiva, a rebelião de massas perante as ameaças da oligarquia e o renascimento do bolivarianismo, do chavismo, do patriotismo deste povo, desta história”, destacou.

A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática obteve, nas eleições de 6 de dezembro, a primeira vitória em 16 anos, conseguindo 112 dos 167 lugares que compõem o Parlamento, uma maioria de dois terços que lhe confere amplos poderes e marca uma virada histórica contra o chavismo.

Segundo o presidente Nicolás Maduro, estão a ser investigados mais de 1,5 milhão de votos nulos registados durante as eleições parlamentares.

Segundo Maduro, em alguns setores onde tradicionalmente o chavismo era vencedor, os candidatos chavistas perderam por menos de uma centena de votos e foram registados mais de mil votos nulos.

ZAP / ABr