O novo documentário da Netflix sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, em Abril de 2007, aborda a tese de que a criança inglesa pode ter sido raptada por uma rede de pedofilia, associando a história da menina com o caso de Joana Cipriano que desapareceu em 2004, também no Algarve.

“The Disappearance of Madeleine McCann”, a série documental da Netflix que estreou a 15 de Março, aborda várias das teorias e das pistas que foram seguidas no âmbito do desaparecimento da menina inglesa, a 3 de Maio de 2007, no Algarve.

Embora não traga nada de especialmente novo sobre o caso, o documentário apresenta entrevistas inéditas com alguns dos especialistas que investigaram o desaparecimento e faz o paralelismo com outras situações de crianças desaparecidas em Portugal.

Um dos casos citados é o de Joana Cipriano, a menina de 8 anos que desapareceu em 2004, também no Algarve. A mãe, Leonor Cipriano, e o tio foram condenados pelo seu assassinato, mas o corpo da criança nunca apareceu.

Leonor Cipriano já cumpriu a sua pena e continua a garantir que não matou a filha, defendendo que ela foi raptada. O documentário da Netflix reforça esta ideia, citando um testemunho de um antigo colega de cela do tio de Joana que conta que ele lhe disse que estava rico por ter vendido a menina.

A série documental também refere que detectives contratados pelos McCann, os pais de Maddie, detectaram uma rede de tráfico humano, ligada à pedofilia

, com ramificações no Algarve.

Além disso, aponta-se a curiosidade de Gonçalo Amaral, ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ), ter estado envolvido nas investigações dos dois desaparecimentos.

O antigo PJ chegou a ser arguido no rescaldo do caso Joana, depois de Leonor Cipriano ter sido alegadamente espancada durante um interrogatório. Nessa sequência, a mulher confessou ter morto a filha à pancada, juntamente com o irmão, e disse que deram o corpo da criança a comer aos porcos.

Quando se tornou arguido pelas alegadas agressões a Leonor Cipriano, Gonçalo Amaral começou a investigar o desaparecimento de Maddie.

O ex-inspector defendeu sempre que os McCann terão tido responsabilidades no desaparecimento da menina, acreditando que ela morreu de forma acidental e que os pais esconderam o corpo numa arca frigorífica antes de se terem livrado dele. E foi precisamente essa a tese que apresentou também no caso de Joana.

O documentário da Netflix faz ainda referência ao desaparecimento de Rui Pedro, em Famalicão, em 1998. O rapaz também nunca foi encontrado, havendo teorias de que pode ter sido raptado por uma rede de pedofilia.

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