Francois Mori / EPA
Emmanuel Macron toma posse como presidente da França
O Presidente francês defendeu esta terça-feira a criação de um exército comum europeu. Para Emmanuel Macron, esta “será a única forma” de o bloco se proteger de ameaças, sobretudo de Leste.
“Não poderemos proteger os europeus se não decidirmos ter um verdadeiro exército europeu. Face à Rússia, que está junto às nossas fronteiras e que já mostrou que pode ser uma ameaça (…) nós devemos ter uma Europa que se defende sem depender unicamente dos Estados Unidos e de uma forma soberana”, disse Macron numa entrevista que está a ser difundida pela estação Europe 1.
Macron, sem referir países sublinha que “nos confins da Europa potências autoritárias emergentes estão a rearmar-se” e, por isso, apela à “proteção” numa altura em que os Estados Unidos tomaram a decisão de abandonar o Tratado sobre Desarmamento Nuclear, que data dos anos 1980.
“Quem é a principal vítima? É a Europa e a sua proteção”, declara o chefe de Estado francês referindo-se à decisão de Washington.
A União Europeia tenta a adaptar-se ao novo contexto geopolítico relacionado com a vontade do presidente norte-americano Donald Trump de reduzir o envolvimento dos Estados Unidos na defesa da Europa.
Um fundo de Defesa europeu deve ser acionado em 2019 para desenvolver as capacidades dos Estados membros no sentido de promover a independência estratégica da União Europeia.
Paralelamente, a França já iniciou com oito países europeus um grupo de intervenção com a finalidade de organizar de forma rápida uma operação militar, evacuações em países em guerra ou efetuar transportes de emergência em caso de catástrofes.
A capacidade de defesa e reforço europeu em questões militares é um dos “projetos” defendidos por Macron para responder “aos receios” dos cidadãos europeus.
A entrevista que foi gravada na segunda-feira está a ser transmitida nesta terça-feora de manhã e aborda também questões relacionadas com a política interna francesa com tópicos como a segurança nas escolas, através da presença policial, e as medidas fiscais aplicadas aos combustíveis.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Não faz qualquer sentido um um exército único europeu.
Quando a Rússia quiser faz o que fez na Ucrânia e ninguém os pára, ou alguém imagina que se houvesse um exército europeu havia alternativa? quanto se teria que gastar para ficar com um exercito com uma capacidade próxima apenas da Rússia?
Primeiro é criado o fundo de defesa europeu, onde todos vamos entrar, depois mais despesas com armamento porque ao ser criado um exército comum Europeu, os países de leste vão fazer o mesmo e temos outra corrida ao armamento para regalo dos EUA e Rússia.
Com a corrida ao armamento grandes oportunidades de negociatas vão surgir, não vão ser só Submarinos.
Os dados estão lançados e ninguém os vai parar.