Ian Langsdon / EPA

Emmanuel Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, avisou que a França intervirá militarmente para bombardear os depósitos de armas químicas se as mesmas forem utilizadas na Síria, mesmo se tiver que agir sozinho.

“Se ficar demonstrado que foram utilizadas armas químicas e conseguirmos identificar a sua origem, a França vai destruir as armas químicas identificadas” através de bombardeamentos, disse Macron numa entrevista publicada esta quinta-feira por vários jornais europeus, entre eles o francês “Le Fígaro”.

Macron disse ao presidente russo, Vladimir Putin – que recebeu no Palácio de Versalhes a 29 de maio – que não haverá “acordos” sobre essa questão, nem sobre a exigência de acesso humanitário à população afetada pela guerra na Síria.

“A utilização de armas químicas dará lugar a réplicas, inclusive da França sozinha“, repetiu, antes de lembrar que essa posição está “perfeitamente alinhada com a dos Estados Unidos da América”.

Macron especificou que com a sua chegada à presidência há pouco mais de um mês, o país mudou a postura em relação à continuidade ou não do presidente sírio

. A “destituição de Bashar Al-Assad não é uma condição para tudo” porque “ninguém me apresentou um sucessor legítimo”.

As suas prioridades, precisou Macron, são em primeiro lugar “a luta absoluta contra todos os grupos terroristas” já que “são eles os nossos inimigos” porque essa região “é um dos focos do terrorismo islâmico”.

O Presidente francês insistiu que sobre essa questão “precisamos da cooperação de todos, em particular da Rússia, para os erradicar, “. A segunda prioridade é “a estabilidade da Rússia” para evitar “um Estado falhado”.

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