O Presidente da Bielorrússia demitiu, esta segunda-feira, o embaixador do país em Espanha por ter criticado a violência policial e apoiado uma recontagem dos votos das eleições Presidenciais.
A agência Belta informou que o chefe de Estado, Alexander Lukashenko, assinou o decreto de destituição de Pavel Poustovoi, que acumulava o cargo de embaixador do país em Espanha com o de representante bielorrusso na Organização Internacional de Turismo.
Poustovoi comentou, a 19 de agosto, na sua página de Facebook, que a situação nesta antiga república soviética era “inaceitável” num país europeu do século XXI.
O embaixador também advogou uma nova contagem dos votos das eleições Presidenciais, como forma de resolução pacífica da crise, e uma investigação judicial contra os que atacaram os manifestantes e instigaram o uso excessivo da força por parte da polícia antimotim.
Poustovoi, um dos líderes da oposição unida, que foi ministro da Cultura, garantiu à agência EFE que Lukashenko ficou parado no século XX.
Na semana passada, o embaixador da Bielorrússia na Eslováquia, Igor Leshchenya, que apoiou publicamente os protestos contra o Presidente, também pediu a demissão, um gesto interpretado como um sinal de divisões crescentes entre a elite política bielorrussa.
Este domingo, em Minsk, mais de 100 mil pessoas participaram na terceira marcha pacífica contra Lukashenko, que propôs mudar a Constituição mas nega-se a dialogar com o Conselho Coordenador da oposição para uma transferência de poder.
O chefe de Estado, de 66 anos, enfrenta um movimento de contestação inédito. A crise foi desencadeada após as eleições de 9 de agosto que, segundo os resultados oficiais, reconduziram Lukashenko para um sexto mandato presidencial, com 80% dos votos.
A oposição denunciou a eleição como fraudulenta e milhares de bielorrussos têm saído às ruas por todo o país para exigir o afastamento de Lukashenko. Os protestos têm sido reprimidos pelas forças de segurança, com milhares de pessoas detidas e centenas de feridos.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Há um plano global oculto que conspira na sombra contra os governos sérios que pugnam pela sua independência livre do imperialismo yanky que lhes querem impor.
Venezuela, Bolívia, Ukrania, Libia, Siria, Tunisia e agora Bielorússia (que se assemelha em tudo ao golpe na Ucrânia) todas as tentativas de golpes de estado um pouco por todo o mundo.
O começo é contestar os resultados eleitorais quaisquer que eles sejam e depois é só contratar mercenários agitadores para organizar as multidões mal informadas.