Miguel A. Lopes / Lusa
Depois de dois anos de absoluta harmonia, Marcelo Rebelo de Sousa parece distanciar-se do Governo de António Costa, especialmente por causa das polémicas de Tancos e de Pedrógão Grande, com o Presidente da República a deixar vários recados ao Executivo.
Na entrevista de Marcelo Rebelo de Sousa ao Diário de Notícias, divulgada neste domingo, o Presidente da República refere que o que mais quer é não ter que usar a “bomba atómica” da dissolução do Parlamento. E este é o primeiro dos vários recados que o chefe de Estado deixa a António Costa.
Marcelo lembra os critérios em que terá que ser forçado a usar a cartada da “bomba atómica” como quem alerta o Governo de que tem esse poder na sua mão.
E, nesse sentido, alerta António Costa e os seus aliados Bloco de Esquerda e PCP de que “seria bom para o país que não houvesse a introdução de factores críticos“, no âmbito da negociação do Orçamento de Estado para 2018.
Marcelo pede “responsabilidades” neste âmbito, e também no apuramento de culpas nos casos do assalto aos Paióis de Tancos e da tragédia de Pedrógão Grande. Duas polémicas “muito graves”, como vinca o Presidente da República.
Depois de, inicialmente, ter parecido desculpar o Governo, especificamente no caso das mortes no incêndio de Pedrógão Grande, agora Marcelo avisa que é preciso apurar responsabilidades do poder político.
O Presidente vai mais longe e vinca que é “importante e inevitável” um debate nacional sobre a questão dos incêndios, depois de várias notícias que apontam falhas da Protecção Civil e, especificamente, atribuídas à política de “jobs for the boys” do PS
.“Vamos ver, ainda falta o mês de Agosto e, portanto, vamos esperar para depois, com distância, podermos avaliar a situação. E há uma lição que é evidente, é que ninguém esquecerá o que se passou e haverá uma reflexão nacional sobre isso”, alertou Marcelo já em Marvão, Portalegre, no âmbito do encerramento do quarto Festival Internacional de Música local.
“Marcelo deixou de ser o porta-voz do Governo”
“Marcelo deixou de ser o porta-voz do Governo”, considera Luís Marques Mendes na análise a estas considerações do Presidente, no seu habitual espaço de comentário na SIC Notícias.
O ex-líder do PSD considera evidente que o Presidente se quer distanciar do Governo, embora de forma “subtil”, frisa, vincando que tem uma visão diferente do Executivo nos casos de Tancos e de Pedrógão Grande. “É a primeira vez desde que entrou em funções”, repara Marques Mendes.
“Não diz directamente, mas percebe-se nas entrelinhas que não concordou com a gestão que o Governo fez”, atesta o comentador que conclui que Marcelo “deixou de ser o que às vezes alguns apelidavam de ‘porta-voz do Governo’”.
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O jornalista tem sobretudo descaramento. Procura ser habilidoso, mas habilidosos destes só se enganam a si próprios e não prestam serviço informativo. Prestam serviço opiniativo, tendencioso e sabe Deus se vendido ! Como se entende, a mensagem de Marcelo dirige-se à oposição, à fraca e mal intencionada actuação de Passos Coelho,... a garantir à população deste País a estabilidade e confiança que o País agora tem,.,.,. não a acreditar às continuas insinuações populistass emal intencionadas duma oposição que procura não sugestões e soluções, mas procura objectivos pessoais de promoção á custa da mentira e instabilidade. Esta oposição não serve, é intencionada E TEM SIDO PAGA PELO pAÍS PARA NÃO SERVIR. NÃO CUMPRE A SUA FUNÇÃO, CUMPRE SIM OBJECTIVOS DE INTERESSE PESSOAL. Assim se entende a rapidez de Passos a responder por outra via ( percebeu perfeitamente a mensagem) ao que disse e bem o Presidente. Sentiu que face aos seus abusos, o fogo está já a arder. Apressou-se a inverter prontamente a acção, retroceder a politica populista e de oportunidade e por a tarbalhar os lacaios do jornalismo. O Presidente soube e muito bem enviar a mensagem, e Passos, aconselhado ou não, ( não tem inteligencia para mais) soube drasticamente engoli-la.