Miguel A. Lopes / Lusa

Militar da GNR junto a corpo não identificado

O número de mortes causadas pelo incêndio de Pedrógão Grande terá ultrapassado as 64 vítimas anunciadas oficialmente. Haverá uma 65ª vítima mortal, e é possível que haja mais.

A informação foi apurada pelo Expresso, que na edição deste sábado presta homenagem às 64 vítimas anunciadas oficialmente, avançando o nome de uma 65ª vítima, Alzira Costa, de 71 anos, que terá sido atropelada enquanto fugia do incêndio de Pedrógão Grande.

A mulher terá sido atropelada por um carro onde seguiam pessoas também em fuga das chamas. “Fugiu para ir ter com as vizinhas. Levava uma lanterna, o telemóvel e o dinheiro que tinha em casa e foi encontrada na estrada, com a cabeça e o braço partidos“, conta ao Expresso a filha de Alzira Costa, cuja casa acabou por não arder.

O condutor que a atropelou já terá sido identificado. O Expresso realça ainda que a vítima, residente na aldeia da Senhora da Piedade, não foi incluída na lista oficial de vítimas do incêndio por não ter morrido de causas directamente relacionadas com o incêndio

, ou seja, queimaduras ou inalação de fumo.

Nas aldeias afectadas pelo incêndio, há várias listas de mortos, nas quais em alguns casos chegam a apontar-se 100 vítimas. Contudo, em muitas situações haverá nomes repetidos, pessoas identificadas com apelidos diferentes e até algumas dadas como mortas que estarão vivas, adianta o jornal.

A PJ e a Procuradoria-Geral da República recusam-se a divulgar a lista oficial de vítimas, que continua em segredo de justiça enquanto decorre a investigação – pelo que, conclui o Expresso, persistem as dúvidas: pode haver mais vítimas indirectas do fogo.

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