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O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

A lista de contribuintes VIP só tinha quatro nomes: Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas e Paulo Núncio. É o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha, quem o diz em declarações ao Diário de Notícias.

De acordo com este responsável, os nomes do Presidente da República, do primeiro-ministro, do vice-primeiro-ministro e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais seriam os únicos a constar da lista cuja consulta originaria um alerta automático aos serviços de auditoria.

Paulo Ralha salienta ao Diário de Notícias que, “segundo as informações recolhidas pelo sindicato”, a lista possuía apenas os quatro nomes referidos. Este responsável sindical afiança ainda que, quando os dados fiscais de Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas e Paulo Núncio eram consultados, gerava-se “um alerta e uma notificação junto do funcionário em causa para que este justificasse a consulta”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos vai ser ouvido na próxima segunda-feira na Inspecção-Geral das Finanças

, no âmbito do inquérito aberto em torno da lista VIP.

Entretanto, Passos Coelho recusou comentar um relatório da auditoria interna da Autoridade Tributária que confirmou a existência da lista VIP, limitando-se a salientar que “a administração tributária portuguesa nos merece uma grande confiança”. Declarações divulgadas pelo Dinheiro Vivo prestadas pelo primeiro-ministro em Quioto, no Japão, onde está em visita de Estado.

“Não podemos confundir aspectos particulares que possam não ter corrido tão bem com aquilo que é um todo, a árvore, que representa a Autoridade Tributaria e Aduaneira”, acrescentou ainda Passos Coelho, citado pelo mesmo site.

ZAP