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Edifício da Câmara Municipal de Lisboa

O executivo da Câmara de Lisboa vai ter 124 assessores e secretárias a apoiar 17 vereadores, e já começou a assinar contratos, revela este sábado o jornal Sol. Alguns dos assessores contratados são ex-candidatos autárquicos que não foram eleitos.

O executivo da Câmara Municipal de Lisboa vai contratar 124 assessores, adjuntos, chefes de gabinete e secretárias neste mandato, revela o jornal Sol na sua edição deste sábado.

De acordo com a Lei 75/2013, que define o número de funcionários para apoio dos membros dos executivos camarários, o presidente da Câmara e os vereadores de Lisboa têm direito a um total de 10 adjuntos e 9 secretários, além do chefe de gabinete a que Fernando Medina tem direito por lei.

Mas, tal como acontece com a Assembleia Municipal, também no Executivo camarário Lisboa adoptou há alguns anos um regime que lhe permite contratar mais assessores do que o apoio técnico actualmente previsto no Regime Jurídico das Autarquias Locais.

Os primeiros contratos, que foram publicados no portal Base, revelam que alguns dos assessores agora contratados pelo executivo camarário foram candidatos nas últimas Eleições Autárquicas.

Os valores previstos variam, havendo contratos de assessoria a contemplar o pagamento de 3.700 euros mensais mais IVA. Segundo adianta o semanário, a Câmara lisboeta vai pagar 500 mil euros a um só assessor.

A notícia surge depois de a semana passada o mesmo semanário ter denunciado os ordenados acima da média para assessores dos deputados municipais, com casos como de um assessor a ganhar 3752 euros por mês, quase tanto como um deputado da Assembleia (em média, 3816 € mensais), e de secretárias a ganhar 2800 euros – acima da média dos professores universitários, médicos ou diplomatas.

Fora destas contas estão os salários de secretárias e assessores da Presidente da Assembleia Municipal, Helena Roseta, e dos dois secretários, com os quais estes são gastos mais 20.615 euros mensais.

Entre os assessores contratados pela Assembleia Municipal e os contratados pelo executivo de Fernando Medina, “os boys & girls custam a Lisboa 5 milhões de euros por ano“, conclui o semanário.

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