Paulo Cunha / Lusa
A reunião foi promovida pela International Catholic Legislators Network (ICLN). O encontro começou na quinta-feira e terminou este domingo. Entre muitos, conta com a participação do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
Vários líderes políticos e religiosos ultraconservadores estão reunidos deste quinta-feira em Fátima para um encontro promovido pela ICLN, um organismo que promove os valores cristãos na política.
A reunião, que terminou este domingo, conta com a participação do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e de Mick Mulvaney, chefe do gabinete de Donald Trump.
Segundo o que o jornal Público apurou, também está presente o cardeal chinês Joseph Zen Ze-kiun. Ele que é bispo emérito de Hong Kong e um forte opositor do regime comunista chinês.
A informação avançada este sábado pelo semanário Sol, dá conta de que os participantes estão em Fátima sob grande sigilo e contam com um aparatoso dispositivo da GNR, que realizou operações de vigilância em todo o país, custeadas pelo Estado.
Há também a presença de duas centenas de militares destacados, apesar de a deslocação se ter efetuado a título particular. Aliás, Viktor Orbán até avisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da sua vinda a Portugal
A International Catholic Legislators Network divulgou, em fevereiro, um vídeo promocional
à “peregrinação internacional de políticos e líderes religiosos”. Chris Wamalwa, político queniano, está presente no encontro e publicou um tweet com imagens da reunião onde se podem ver centenas de participantes.Segundo o Público, o encontro não decorre no santuário de Fátima, mas sim num hotel a poucos metros de distância. Os participantes apenas estiveram na Basílica de Nossa Senhora do Rosário para a celebração de uma eucaristia no arranque da reunião, na quinta-feira. No entanto, o espaço esteve sempre aberto ao público.
O secretismo da reunião é explicado pelo ICLN pela necessidade de os convidados se sentirem “livres para debater e trocar ideias”. Não é permitida no encontro a presença de jornalistas, nem a divulgação do programa do evento ou dos convidados.
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Tudo o que é secreto é nefasto para a sociedade, tenha a cor que tiver. As SS nazis todos sabem a que se dedicavam e outras organizações secretas idem ibidem. Agora, serem os contribuintes a pagarem a segurança desta gajada, é que não! Portugal é um estado laico e como tal não tem de pagar seguranças de seitas religiosas!