De acordo com uma sondagem da Pitagórica, o PS alarga o fosso para o PSD, registando quase o dobro das intenções de voto. O estudo realizado ainda antes das eleições europeias coloca os socialistas na casa dos 40% e o Bloco de Esquerda consolida o terceiro lugar.
Os socialistas parecem manter uma trajetória de subida. Uma sondagem realizada pela Pitagórica para a TSF e Jornal de Notícias aponta para uma vitória do PS com 40,4% das intenções de voto, caso se realizassem agora eleições legislativas.
De acordo com a sondagem, seria uma vantagem de 18 pontos percentuais face ao PSD, que se ficaria pelos 22,5%, o pior resultado de sempre do partido numas legislativas.
Este estudo foi realizado ainda antes das eleições europeias do passado domingo. Para os socialistas, significaria mais oito pontos relativamente às eleições de 2015 e cinco face à última sondagem da Pitagórica, realizada no mês passado.
A subida do PS faz-se à custa do principal adversário, o PSD de Rui Rio, se o ponto de comparação for o barómetro do mês passado: os três pontos percentuais que o PS soma são os mesmos três pontos que a projeção subtrai ao PSD.
O CDS também recua face à sondagem de abril, de 6,5% para 6,1%. Por outro lado, os parceiros da geringonça também perdem: o Bloco de Esquerda arrecadaria 8,2%, um pouco abaixo da anterior sondagem, e o PCP mantém os 6,5%. Já o PAN regista uma subida face à última sondagem, dos 2,8% para os 3,6%. Segundo a TSF, a Aliança teria 1,5%, mantendo a possibilidade de eleger Santana Lopes.
O estudo da Pitagórica mostra que ainda há 16,7% de indecisos, embora signifique uma queda face aos 21,3% de abril. As percentagens são mais elevadas, sobretudo, entre mulheres (19,5%), jovens (acima de 20% entre os 18 e os 34 anos), e em Lisboa (22,4%).
A sondagem colocou também a questão sobre em quem os inquiridos nunca votariam para primeiro-ministro: Jerónimo de Sousa lidera (com 73%) e Pedro Santana Lopes vem a seguir (com 70%). 53% dizem que não votariam em Rio, valor que desce para os 41% quando a pergunta é sobre António Costa.
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Enquanto o comunista Rui Rio estiver à frente do PSD ninguém de direita lhe dá o voto