Alexei Zhuravlyov, membro da câmara baixa do Parlamento da Rússia (Duma), culpou uma alegada “arma climática” secreta dos Estados Unidos pelas anómalas temperaturas que se fizeram sentir este inverno em Moscovo. 

Em declarações à estação de rádio Govorit Moskva, o legislador russo disse, na passada terça-feira, que os Estados Unidos estavam a utilizar a alegada arma climática propositadamente para aquecer a Rússia, conta o jornal The Moscow Times.

O objetivo dos norte-americanos seria, segundo Zhuravlyov, criar uma catástrofe climática para desestabilizar o país. “Se [o permafrost da Rússia] derreter agora, será um desastre (…) Os norte-americano sabem disso e estão a testar esta arma”.

“Estou convencido de que estas mudanças não são aleatórias”, sustentou.

Este foi o inverno mais quente de Moscovo dos últimos 133 anos. Segundo escreveu o jornal norte-americano The New York Times, os responsáveis da capital russa chegaram a criar neve artificial e transportaram-na para o centro da cidade em dezembro.

Os meteorologistas atribuem as anómalas temperaturas sentidas em Moscovo neste inverno a uma frente incomum oriunda do Oceano Atlântico.

A Newsweek recorda que esta não foi a primeira vez que Zhuravlyov, que é também líder do partido ultranacionalista Rodina, culpou os Estados Unidos pelo clima russo. Em outubro de 2019, o responsável político disse na televisão estadual Russia 1 que os incêndios na Sibéria eram fruto da violação do clima levada a cabo pelos norte-americanos.

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