António Cotrim / Lusa

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas

O número de mortos por legionella no surto do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, subiu para quatro, anunciou esta sexta-feira a Direção-geral da Saúde.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou esta sexta-feira também que o número de infetados por legionella aumentou para 43 casos. Graça Freitas admitiu ainda não saber se o contágio terá ocorrido antes ou depois da ida ao hospital.

A terceira vítima foi uma mulher de 68 anos com outras patologias associadas. “Esta senhora teve o contágio no âmbito de um contacto com o Hospital São Francisco Xavier”, adiantou a diretora-geral de saúde. “Era uma senhora com muitas patologias associadas”.

Graça Freitas explicou ainda que “quase todos os infetados são idosos e todos os 43 doentes com legionella têm doença crónica ou fatores de risco associados”.

Apesar da terceira morte, os cálculos apontam “para que o surto esteja a entrar numa fase decrescente. Os dados de modelação matemática confirmam essa tendência“, pelo que três pessoas já receberam alta e “pelo menos quatro” têm alta programada.

“Se tudo continuar a acontecer como agora, o número de casos diários será esporádico e o surto será dado como controlado dentro de poucos dias“, explicou Graça Freitas, citada pelo Observador.

A SIC Notícias avançou que a Polícia Judiciária e o Ministério Público estiveram na manhã de quinta-feira na DGS, a recolher informações sobre o surto que já matou duas pessoas, depois desta última entidade ter anunciado a abertura de um inquérito

na terça-feira ao atual surto para o apuramento de responsabilidades.

Suspeitas de desleixo na limpeza do Hospital São Francisco Xavier

De acordo com o Correio da Manhã, o Ministério Público está a fazer testes às amostras de água recolhidas em vários pontos do Hospital de São Francisco Xavier que, em conjunto com o resultado das autópsias, deverá indicar o foco da contaminação.

Ao mesmo tempo, a Justiça vai também identificar a empresa privada que é ali responsável pela manutenção e pela limpeza de todas as canalizações, aparelhos de ar condicionado e respetivas tubagens e ainda das torres de refrigeração do hospital.

À primeira vista, são levantadas suspeitas de desleixo – negligência – ao nível da limpeza, o que pode ter potenciado o desenvolvimento da bactéria da legionella na água.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]