Tiago Petinga / Lusa

Pormenor da fachada da sede do banco BANIF em Lisboa

A Polícia Judiciária (PJ) suspeita de que o Banif lavou 1,4 mil milhões de euros durante 10 anos. Segundo a revista Sábado, o caso está ligado ao escândalo da Lava Jato.

De acordo com a edição desta quinta-feira da revista Sábado, a Polícia Judiciária descobriu o rasto de 1.500 milhões de dólares, cerca de 1.400 milhões de euros, que passaram por contas secretas no Banif. O matutino cita um relatório confidencial da Unidade de Informação Financeira da PJ enviado em 2015 ao então diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Amadeu Guerra.

Esta descoberta aconteceu cerca de um mês depois de o banco ter comunicado operações suspeitas de branqueamento de capitais. De acordo com a revista, logo depois, foram bloqueadas preventivamente três transferências destinadas a contas em nome de offshores

que seriam alegadamente controladas pela empresa brasileira Odebrecht, envolvida no caso Lava Jato.

A Polícia Judiciária concluiu que os valores em causa ultrapassavam os 1.500 milhões de dólares e que o alegado esquema terá durado uma década, sem que as operações suspeitas tivessem sido comunicadas às autoridades competentes.

No DCIAP, o relatório da PJ foi associado aos pedidos de colaboração enviados pela justiça brasileira no âmbito da Lava Jato, deixando o Banif como suspeito de branqueamento de capitais. Alegadamente, o banco faria parte de um circuito internacional financeiro utilizado para corromper políticos e gestores públicos brasileiros.

No entanto, de acordo com a Sábado, o processo está parado, cinco anos depois, por falta de meios técnicos e humanos na Polícia Judiciária.

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