O CITEVE alertou para algumas máscaras de proteção individual que diz serem “um perigo para os utilizadores”. Estão a ser produzidas várias “sem a devida validação dos seus efeitos de proteção”.

O Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (CITEVE) identificou máscaras de proteção individual que considera serem “um perigo para os utilizadores”. Embora empresas de vários setores se estejam a unir para fabricar este tipo de material de proteção, este laboratório têxtil recomenda prudência nestas iniciativas.

“Por certo com grande voluntarismo, foram aparecendo no mercado diversas ofertas de máscaras e outros equipamentos de proteção individual (EPI) construídos sem a devida validação dos seus efeitos de proteção”, salientou o CITEVE, citado pelo Jornal de Negócios.

Reconhecido pelo Infarmed, o CITEVE conta com um laboratório dedicado à verificação de máscaras, avaliando a sua viabilidade. “Há normas e especificações técnicas a que tem de se obedecer sob pena de estarmos a dotar o SNS de equipamentos que não protegem

os profissionais de saúde”, destacou o diretor-geral, António Braz Costa. “Isso é, de todo, necessário evitar”.

A falta destes equipamentos de proteção individual levou a que hospitais contactassem potenciais fornecedores no desespero de saciar as carências. No entanto, o CITEVE explica que os materiais usados nas máscaras são “os mais difíceis de encontrar no mercado nacional”.

O laboratório garante estar a trabalhar juntamente com as empresas para encontrar soluções para o fabrico de máscaras descartáveis e também reutilizáveis. Além disso, está em colaboração com o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia para “promover um ‘marketplace’ onde procura e oferta se possa cruzar”.

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