A juventude do Partido Popular Liberal sueco defende que o incesto entre maiores de 15 anos e a necrofilia autorizada em vida sejam legalizados.

O ramo da Juventude Liberal sueca em Estocolmo aprovou este domingo, no seu congresso anual, uma moção controversa onde consideram que as relações amorosas consensuais entre irmãos com mais de 15 anos e as relações sexuais com cadáveres são direitos inerentes a cada um.

“Eu entendo que o incesto possa ser considerado estranho e repugnante. Mas a lei não pode surgir porque algo é repugnante”, defendeu Cecilia Johnsson, presidente da LUF Stockholm, ao jornal Aftonbladet.

A dirigente também explica porque é que a necrofilia não deve ser proibida: “as pessoas deviam poder decidir em vida o que acontece com o seu corpo depois de morrer, quer seja entregá-lo a um museu ou para investigação, quer seja para alguém que irá fazer sexo com o cadáver.”

O jornal The Independent relata que as declarações já foram criticadas por antigos líderes do Partido Liberal Sueco.

Não é a primeira vez que a questão é debatida na Europa. Em 2014, cita o jornal britânico, o Conselho Alemão de Ética apelou ao fim da criminalização do incesto entre irmãos, depois de examinar o caso de um homem que foi preso por conceber quatro filhos com a irmã.

O Conselho argumentou que o risco de incapacidade nas crianças não eram suficientes para sustentar uma lei que colocava casais em “situações trágicas”, e que a descriminalização do incesto não iria fazer aumentar esta prática “muito rara”.

“A maioria do Conselho Alemão de Ética considera inapropriado que uma lei criminal preserve um tabu social”, afirmava o comunicado.

No entanto, na altura, porta-vozes do partido da chanceler Angela Merkel (CDU) colocaram de lado a possibilidade de abolir a pena para esse crime.

ZAP