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Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia
Londres não tem pressa de sair da União Europeia, na sequência do resultado do referendo desta quinta-feira que ditou o Brexit. Mas Bruxelas quer agora o divórcio o mais rapidamente possível.
Ao abrigo do Tratado de Lisboa, o Reino Unido tem até 2 anos para efectivar a saída da União Europeia, mas a aparente calma que reina agora do outro lado do Canal da Mancha contrasta com a súbita pressa da União Europeia em dar seguimento à vontade expressa pelos britânicos.
O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude-Juncker, quer o Reino Unido separado da União Europeia “o mais cedo possível”, para que a Europa se possa unir em torno dos restantes 27 estados-membros.
Numa conferência de imprensa muito aguardada e com a sala de imprensa da sede da Comissão Europeia completamente lotada, Juncker começou por ler uma declaração conjunta com os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e da presidência rotativa holandesa da UE, Mark Rutter.
“Que seja claro e evidente para todos que o processo de incerteza não durará muito tempo
. Há que acelerar as coisas”, disse Juncker.O presidente da Comissão Europeia reforçou a ideia expressa na declaração conjunta pelis presidentes das instituições europeias, que manifestaram querer “um divórcio o mais célere possível, por muito doloroso que seja o processo”.
Estas posições contrastam com a declaração do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que anunciou que até outubro deixará a liderança do governo britânico, defendendo que deve ser o novo primeiro-ministro a negociar o processo de saída com Bruxelas.
Quando questionado sobre se a saída do Reino Unido não representaria “o princípio do fim da UE”, o presidente da Comissão respondeu simplesmente “obrigado”.
“Thank you”, disse Juncker, que abandonou a sala de imprensa da Comissão ovacionado – sobretudo pelos muitos funcionários que também marcaram presença.
ZAP
Este é ainda mais parvo dos que votaram o Brexit. Pensava que ofensas e faltas de respeito gratuitas e descaradas era só em Portugal...