Patrick Seeger / EPA
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia
O presidente da Comissão Europeia defendeu esta quarta-feira a supressão da mudança da hora, responsabilizando cada Estado-membro por escolher o horário de inverno ou de verão no seu último discurso sobre o “Estado da União”.
“Em maio de 2019 [data das eleições europeias], os europeus não vão aplaudir-nos se continuarmos a mudar a hora duas vezes por ano”, indicou Jean-Claude diante do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França.
“A mudança de hora deve ser suprimida. Os Estados-membros devem decidir por si próprios se querem que os cidadãos vivam no horário de verão ou no de inverno”, disse.
Em 31 de agosto, a Comissão Europeia revelou que uma maioria “muito clara” de 84% dos cidadãos europeus pronunciaram-se a favor do fim da mudança de hora na consulta pública realizada este verão. Caso a medida entre em vigor, o Sol vai nascer às 9h.
Os resultados preliminares publicados em 31 de agosto pelo executivo comunitário – os resultados finais serão divulgados “nas próximas semanas” – revelam que os portugueses que participaram no inquérito online estão em linha com a média europeia
, já que 85% também defenderam que deixe de se mudar o relógio duas vezes por ano, o que Bruxelas pretende agora implementar, com a apresentação de uma proposta legislativa.Naquela que foi, de forma destacada, a consulta pública mais participada de sempre, com mais de 4,6 milhões de contributos oriundos de todos os Estados-membros, a maior parte das respostas veio da Alemanha, onde o assunto foi particularmente mediatizado.
De acordo com a Comissão, a taxa de participação em percentagem da população nacional variou entre os 3,79% na Alemanha e os 0,02% no Reino Unido, tendo em Portugal participado no inquérito 0,33% da população.
Os resultados preliminares, acrescenta Bruxelas, “indicam também que mais de três quartos (76%) dos participantes consideram que a mudança de hora duas vezes por ano é uma experiência «muito negativa» ou «negativa»”, e “como justificação do desejo de pôr fim a esta regras, alegam-se o impacto negativo na saúde, o aumento de acidentes de viação ou a falta de poupanças de energia”.
Durante o seu discurso na sessão plenária, o presidente da Comissão Europeia fez apelos sucessivos à unidade. Juncker disse ser importante “mostrar respeito” pelo projeto europeu e “parar de arrastar o nome da União Europeia pela lama”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
"84% dos cidadãos europeus pronunciaram-se a favor do fim da mudança"
Mas qual 84%?!
Não inventem!!
Só há 4,6 milhões de europeus??
Ou votam favoravelmente 84% dos 4,6 milhoes de votantes?
Pois...