José Sena Goulão / Lusa
O juiz Carlos Alexandre
O juiz Carlos Alexandre deixou tudo às claras perante a procuradora do Tribunal da Relação de Lisboa, que arquivou o processo de inquérito aberto após a segunda denúncia anónima contra si, surgida em poucos meses, acusando-o de violação do segredo de justiça e levantando suspeitas de corrupção e tráfico de influências.
Para afastar quaisquer fantasmas, o juiz terá enunciado à procuradora Emília Martins as suas “fontes de rendimentos, que bens tem em seu nome e quantos empréstimos contraiu para conseguir comprá-los”, conforme noticia o jornal i.
Carlos Alexandre terá revelado, segundo este diário, que já teve rendimentos mensais da ordem dos 10 mil euros, mas que actualmente aufere mensalmente cerca de 8 mil euros – 4 mil pelas suas funções como juiz, mais 2 mil do salário da mulher, uma chefe de repartição de Finanças, e outros 2 mil referentes ao arrendamento de imóveis e à reforma da sogra, que vive com a família do juiz.
Também terá contado que a vivenda que possui em Linda-a-Velha foi adquirida, em 2006, por via de um empréstimo de 400 mil euros contraído na Caixa Geral de Depósitos e que tem com ela gastos mensais, referentes ao crédito à habitação, de 2000 euros.
O juiz terá ainda referido ser proprietário de um apartamento no Carvoeiro, comprado com outro empréstimo bancário de 100 mil euros na CGD, e pelo qual pagará 600 euros de crédito.
Carlos Alexandre, cujo cão foi envenenado há cerca de mês e meio, revelou também, segundo o i, que proibiu a CGD de aceitar depósitos na sua conta sem a sua autorização prévia, numa medida preventiva para não ser acusado de aceitação de qualquer tipo de suborno.
A carta da denúncia, datada de Dezembro de 2014, referia que o juiz estaria a ser coagido por um jornalista da revista Sábado que teria descoberto dados comprometedores sobre os seus bens pessoais e que, assim, estaria a obter acesso privilegiado a informação sobre alguns dos processos judiciais que Carlos Alexandre tem conduzido.
“Entre os indícios comprometedores descobertos pelo jornalista estaria “uma conversa/negociação tida entre um representante da família Espírito Santo e o dito juiz em Mação”, terra natal do magistrado, logo no início da Operação Furacão, em 2005″, revela o jornal Público.
De acordo com este mesmo diário, Carlos Alexandre revelou à Procuradora da Relação que acredita que as denúncias partiram de organizações secretas, ou de quem actua como tal, e que sente que tem sido vigiado por estes elementos.
Segundo o Público, o processo de inquérito à denúncia foi arquivado com a magistrada Emília Martins a concluir que o caso pode ser interpretado como “uma vingança ou uma forma de pressão, tendo como “único fito” a desacreditação do magistrado”.
SV, ZAP
Caso " Sócrates "
Este Senhor deve continuar preso até pagar todas as falcatruas que cometeu como 1º ministro. Este ex-politico que foi eleito pelo povo para defender a democracia, a liberdade, tornou-se num vilão corrupto, rico e fez enriquecer alguns amigos, que agora gritam que a democracia e o 25 de Abril estão em perigo.
O que está em perigo é esses senhores continuarem soltos, porque vão continuar a corromper outros políticos.
A democracia vive bem sem esta gentalha.
JG