Um jovem de 17 anos foi preso em 2014 por abuso sexual. Pouco depois, as alegadas vítimas assumiram estar a mentir. O Ministério Público insistiu que o jovem, Leandro Monteiro, devia continuar preso. Depois de absolvido, Leandro pede uma indemnização de 140 mil euros.
O caso remonta a junho de 2014, quando Leandro Monteiro, de 16 anos, foi detido por suspeita de abuso sexual a duas crianças de seis e 11 anos, seus colegas no Lar de Infância e Juventude da Escola de Artes e Ofícios de Chaves.
Mais tarde, em maio de 2015 e depois ter estado preso durante 11 meses na prisão-escola de Leiria, Leandro Monteiro foi absolvido dos crimes de que tinha sido acusado. As alegadas vítimas admitiram ter mentido e inventado a história, numa tentativa de sair daquela instituição.
A mentira tinha sido descoberta logo no início, mas ainda assim o Ministério Público optou por manter o menor preso. Agora, já com 19 anos, o jovem, defendido pelo advogado Ricardo Sá Fernandes, que se ofereceu para lutar pelo caso por “ter contornos tão dramáticos”, pede uma indemnização de 140 mil euros.
O valor pode, no entanto aumentar, uma vez que ainda não se sabe ao certo o valor que o jovem terá de gastar em tratamentos psicológicos, informa o Correio da Manhã
.Na ação judicial intentada por Sá Fernandes, lê-se que o jovem “convenceu-se de que iria passar anos na prisão e de que a comunidade ia julgá-lo responsável por crimes de abuso sexual que ele não cometeu e relativamente aos quais sente particular repulsa“.
A mesma ação relembra ainda que os menores que acusaram Leandro assumiram, logo no início do processo, que tinham mentido sobre os abusos. No entanto, Leandro continuou preso.
“A teimosia do MP em não abrir mão do erro cometido é igualmente inaceitável, encontrando justificação na prática nacional bem costumeira de não admitir o erro cometido. Entre nós é muito difícil admitirmos os próprios erros e frequentemente não resistimos à tentação de tapar os nossos erros com novos erros”, lê-se também.
[sc name=”assina” by=”ZAP”]
....é preciso ter atenção, que o que vem nos jornais NEM SEMPRE corresponde à verdade, pois não é o Mº Pº que julga ou condena.....o que me PARECE real é que a justiça, nos tempos que correm, enfrenta um SÉRIO problema, " a do ofendido/lesado que jura a pés juntos a sua vitimização, que depois, não corresponde à verdade, gerando situações como esta, cujos agentes judiciários deveriam inteligentemente defender-se, para o bem e para o mal, nas acusações e testemunhos incriminatórios, que posteriormente, comprovando-se efectivamente como falsos, serem gravemente penalizados civil e criminalmente......sob pena de o Estado ser continuamente o bode espiatório e o "condenado".............quer faça chuva quer faça sol.....