cv FOX 5 Atlanta / YouTube

James Lauria, de Atlanta, nos EUA, ficou em coma depois de o cigarro electrónico que fumava ter explodido.

Um jovem norte-americano ficou em coma induzido, depois de um cigarro electrónico lhe ter explodido na cara. É um dos mais graves acidentes a envolverem estes aparelhos que ajudam a deixar o vício do tabaco.

James Lauria, de 23 anos, estava a fazer uma pausa no trabalho quando sofreu este grave incidente, que lhe causou queimaduras graves de primeiro grau no peito e na mão, fracturas no pescoço e num dedo e ainda um buraco no céu-da-boca.

O jovem ficou também com a córnea queimada e os dentes danificados, tendo ficado internado durante mais de uma semana, em coma induzido, nos Cuidados Intensivos da unidade de queimados do hospital da Universidade do Alabama.

O caso aconteceu já há um mês e meio, a 29 de Julho passado, em Atlanta, nos EUA, mas só agora é divulgado.

James Lauria está em casa dos pais a recuperar, mas, várias semanas após o incidente, ainda não consegue ingerir alimentos sólidos e apresenta dificuldades de expressão, além de estar obrigado a usar um colar cervical.

Vai também precisar de usar uma prótese no céu da boca.

“Estou feliz por estar vivo. Sei quão sortudo sou”, conta o jovem ao canal de televisão Fox 5 Atlanta.


As autoridades norte-americanas estão já a investigar a este que é mais um caso de um cigarro electrónico que explode.

Texano pede indemnização de 1 milhão

Nos últimos anos, têm-se verificado várias situações similares, embora esta seja a que apresenta contornos mais graves, envolvendo lesões maiores.

Em Março deste ano, um homem do Texas anunciou que ia processar a loja onde tinha comprado baterias para cigarros electrónicos, depois de estas terem explodido no seu bolso, causando-lhe ferimentos nas coxas e no escroto.

David Powell, de Arlington, solicita uma indemnização de 1 milhão de dólares

com base nas queimaduras de primeiro e segundo graus que sofreu.

FDA / wikimedia

Neste caso está em causa uma marca de cigarros electrónicos norte-americana que utiliza baterias feitas na China.

A culpa é das baterias

E são precisamente as baterias de iões de lítio destes sistemas electrónicos de libertação de nicotina as prováveis causadoras destes acidentes.

“A forma e a construção dos cigarros electrónicos podem torná-los mais passíveis, do que outros produtos com baterias de iões de lítio, de se tornarem “foguetes em chamas”, quando uma bateria falha”, explica o Departamento de Segurança Interna dos EUA num folheto informativo.

Há telemóveis, por exemplo, que usam o mesmo tipo de baterias e também já foram relatados casos de explosões envolvendo estes objectos.

O sobreaquecimento, nomeadamente aquando do carregamento das baterias, será o principal factor a despoletar estas explosões.

Assim, fica a recomendação aos fumadores de cigarros electrónicos para que sigam sempre as indicações dos fabricantes para evitarem males maiores.

O consumo de cigarros electrónicos está a crescer em vários países, nomeadamente nos EUA, mas o mesmo não se verifica em Portugal.

Segundo a Associação Portuguesa de Cigarros Electrónicos, citada pelo Público, das mais de 400 lojas destes produtos que havia em 2014, persistem apenas 30.

“As lojas de cigarros electrónicos praticamente morreram”, diz ao jornal o presidente desta associação, Tiago Machado.

SV, ZAP