José Goulão / Flickr
Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates
O Ministério Público pondera deter o antigo primeiro-ministro para interrogatório, no âmbito do processo Monte Branco, de acordo com a edição da revista Sábado que vai esta quinta-feira para as bancas, de acordo com o que adianta a TVI24.
José Sócrates estará sob vigilância há alguns meses, tendo-lhe sido levantados o sigilo bancário e fiscal, sendo suspeito no mesmo caso de fraude fiscal e branqueamento de capitais que levou à detenção e apresentação em tribunal de Ricardo Salgado.
No passado domingo, no seu espaço semanal de comentário no Telejornal da RTP1, José Sócrates pronunciou-se sobre a detenção de Ricardo Salgado para interrogatório no âmbito do processo Monte Branco.
Sócrates manifestou estranheza pela necessidade de uma “detenção para interrogatório”.
“Há detenções quando uma pessoa é condenada, e há a prisão preventiva quando ocorre risco de fuga ou de crime continuado”, disse o ex-primeiro ministro, “agora acho estranho isto de uma pessoa ser detida para interrogatório”.
José Sócrates conclui não poder acreditar que “a justiça só persiga os poderosos quando deixam de o ser“, porque “seria terrível tirar essa conclusão”.
Poucos dias depois, a possível detenção do próprio comentador vai fazer capa da revista Sábado.
Entretanto, a Procuradoria-Geral da República já enviou um comunicado a declarar que José Sócrates “não está a ser investigado, nem se encontra entre os arguidos
constituídos no caso Monte Branco”.José Sócrates, por seu turno, declarou ao Telejornal da RTP que “isto é uma verdadeira canalhice para me difamar”, acrescentando que o seu patromónio é conhecido.
“Não tenho contas para movimentar”, afirmou Sócrates.
A revista Sábado contudo, veio entretanto reafirmar a sua posição, garantindo que o comunicado da PGR “não desmente” a notícia que havia sido publicada.
De acordo com o artigo publicado hoje pela revista, “é dito claramente que o Ministério Público retirou uma certidão do processo principal Monte Branco onde consta como suspeito José Sócrates. ‘O caso Monte Branco, que já deu origem a vários processos-crime autónomos, incluindo aquele onde é visado José Sócrates (…)’, é o que se pode ler no artigo”, indica a Sábado no comunicado entretanto publicado.
ZAP
só agora?