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O ex-Primeiro-ministro José Sócrates

O pedido de libertação imediata de José Sócrates, apresentado pela defesa do ex-primeiro-ministro, vai ser apreciado pelo juiz conselheiro José Santos Cabral, que foi demitido da Polícia Judiciária em 2006, ou seja, durante o primeiro mandato de Sócrates.

A informação foi avançada pelo semanário Expresso, que recordou que José Sócrates demitiu José Santos Cabral do cargo de director da Polícia Judiciária num despacho assinado conjuntamente com o ministro da Justiça de então, Alberto Costa.

Apesar deste dado, o juiz conselheiro aceitou analisar o caso, entendendo que “as divergências que provocaram a sua demissão do cargo na PJ, há quase nove anos, não afectam a sua isenção“, refere o Jornal de Notícias.

É preciso referir que Santos Cabral não irá tomar a decisão sozinho, sendo preciso ter o aval de um juiz adjunto para confirmar a sua apreciação. Além disso, o presidente da Secção Criminal também avaliará o parecer.

O advogado de José Sócrates, João Araújo, já desvalorizou a situação, deixando até elogios ao juiz conselheiro.

“Santos Cabral é um eminente, um dos melhores juízes conselheiros”, repara o advogado em declarações ao jornal i.

Este pedido de habeas corpus deu entrada no Tribunal Central de Instrução Criminal esta segunda-feira, e a defesa de José Sócrates também solicita a sua libertação imediata, argumentando que a detenção foi ilegal.

ZAP