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Rui Rio com Joaquim Miranda Sarmento

O presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, defende que este é o momento em que Mário Centeno tem de mostrar a “robustez que apregoa”, numa altura em que o coronavírus está a penalizar a economia.

Joaquim Miranda Sarmento, presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD e porta-voz de Rui Rio, desafiou Mário Centeno a vir a jogo numa altura em que o coronavírus está a penalizar a economia.

Em entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, Miranda Sarmento sugere que o atual ministro das Finanças não deve deixa o Governo, porque é exatamente neste momento que Mário Centeno tem de provar o que vale.

“Nesta fase crítica, seguramente precisamos que o dr. Centeno continue como ministro das Finanças, até para mostrar de facto a robustez que tanto apregoa nas contas públicas e na economia portuguesa”, disse o social-democrata.

Para Joaquim Miranda Sarmento não é segredo que a economia portuguesa se vai “ressentir e crescer menos, sobretudo em setores que têm sido muito dinâmicos como o turismo, os serviços e também nas exportações”.

Neste sentido, garante que o PSD estará sempre disponível para apoiar o Governo naquilo que for o “interesse do país”, nomeadamente em “tudo o que seja feito pelo Governo e pelo setor financeiro de apoio de tesouraria, que permitam às empresas acomodar este choque externo será naturalmente bem-vindo”. Ainda assim, alerta que “isso não necessariamente – eu sei que o PS muitas vezes confunde isso – o interesse do PS. É o interesse do país“.

Em relação à ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal

– cuja saída acontecerá entre junho e julho, janela temporal durante a qual Mário Centeno termina as suas funções como presidente do Eurogrupo (13 de julho) e o cargo de governador do Banco de Portugal fica vago – Martins Sarmento parece fechar a porta à eventual saída do ministro das Finanças.

Esta é uma novidade face às declarações do líder do PSD, Rui Rio, que já assumiu não ver qualquer tipo de incompatibilidade. Durante a entrevista, o conselheiro do líder social-democrata sugeriu que Rio falava apenas em termos teóricos. “O que disse o dr. Rui Rio foi que o académico e economista Mário Centeno tem as qualidades e perfil para a ocupar o lugar do governador, como têm dezenas de economistas portugueses. O dr. Rui Rio não disse que apoiava.”

“Disse que estava disponível para conversar com o primeiro-ministro sobre a solução para o Banco de Portugal, porque, recordemos, além do governador está em aberto um lugar de vice-governador e outro de administrador. O PSD entende que o ideal para o Banco de Portugal seria a nomeação de independentes com currículo académico, mas não quer, sobretudo, uma colonização do BdP por parte do PS”, explicou.

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