Ainda que admita que a prioridades para entendimentos deva ser o PSD, João Almeida não fecha a porta ao diálogo com o Governo.

João Almeida considera que há uma diferença entre dialogar e colaborar. Por esse motivo, defende que o CDS-PP deve mostrar-se disponível para “dialogar com o Governo”, mas nunca para colaborar. O porta-voz da direção de Assunção Cristas e candidato à liderança do partido concedeu uma entrevista

ao Público e à Renascença esta quinta-feira.

“Colaborante não é o caso porque não faz sequer sentido. Agora, o CDS estabelecer uma espécie de muro que impede que propostas suas tenham um apoio mais alargado e possam até ser aprovadas não faz qualquer sentido. E, portanto, o CDS tem de estar disponível para um diálogo que permita aos eleitores que confiam no CDS, que confiam nas causas que o CDS defende, verem essas causas fazerem caminho. E, se isso implicar diálogo com o Governo, não vejo problema nenhum”, afirmou.

Apesar de o Governo de António Costa não ter maioria absoluta, João Almeida considera que deverá durar os quatro anos. “Na conjuntura atual, é muito difícil de explicar que um Governo não tenha a capacidade de conseguir levar o seu mandato até ao fim. O que temos de fazer é cumprir o nosso papel de oposição.”

Já sobre o PSD, quando questionado sobre qual dos candidatos à liderança seria o melhor do ponto de vista do CDS, João Almeida recusou-se a tomar uma posição.

“Com todo o respeito, [a melhor solução] é aquela que os militantes do PSD escolherem. Com qualquer um dos candidatos do PSD – que são pessoas que conheço – terei toda a disponibilidade para dialogar.”

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