André Kosters / Lusa

A deputada eleita por Lisboa pelo partido Livre, Joacine Katar Moreira

Joacine Katar Moreira desvinculou-se oficialmente do Livre, depois de ter sido eleita pelo partido para a Assembleia da República e após de meses de tensão com a direção, passando agora a deputada não inscrita.

“Entreguei esta madrugada a minha carta e desvinculação ao Livre e a sensação, por enquanto, não é liberdade nenhuma. Mas de repente, fez-se algum silêncio e isso é uma espécie de ouro neste momento”, escreveu a deputada nas redes sociais esta terça-feira, segundo noticiou o Jornal Económico.

Apesar da tensão com a direção do Livre, afastou a possibilidade de deixar o Parlamento. “Que ninguém me diga que eu não estou onde devia estar. Eu nasci para estar ali [parlamento]. Eu vou continuar ali. Eu não me imagino em mais sítio nenhum hoje”, disse no domingo, durante uma manifestação antirracista e anti-violência policial, em Lisboa.

Como deputada não-inscrita, Joacine vai perder 60 mil euros anuais em subvenções, passando a auferir 57 mil euros por ano

. Perde igualmente o direito de intervir no hemiciclo e de questionar diretamente o primeiro-ministro ou outros membros do Governo nos debates sobre o Estado da Nação e debates quinzenais.

A deputada passa ainda de cinco declarações políticas por ano de legislatura a apenas duas, mantendo, em termos de tempo no plenário, o um minuto que tem direito até agora.

A 31 de janeiro, o Livre anunciou a retirada da sua confiança política de Joacine. “Não era possível continuarmos a fingir que estava tudo bem”, disse Pedro Mendonça, membro do partido. “Tudo o que se passou no Congresso foi a gota de água. O país também assistiu a situações no congresso em que JKM [Joacine Katar Moreira] chamou mentirosos, entre outras declarações graves, a camaradas do partido”, acrescentou.

No mesmo dia, o assessor parlamentar de Joacine, Rafael Esteves Martins, anunciou a sua desvinculação do Livre.

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