Tiago Petinga / Lusa

Jorge Jardim Gonçalves, antigo presidente do BCP

O ex-presidente do BCP, Jardim Gonçalves, vai perder dois terços da pensão de 175 mil euros que recebia mensalmente do banco.

O BCP pagava mensalmente 175 mil euros brutos ao banqueiro, sendo que cerca de um terço provinha do fundo de pensões do banco e os restantes dois terços correspondia a uma apólice de seguro.

Agora, de acordo com o jornal Público, Jardim Gonçalves vai deixar de ter direito a receber dois terços da pensão de 175 mil euros mensais que recebia do banco, devido a uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa.

Além disso, Jardim Gonçalves terá de devolver os montantes que recebeu – 18 milhões de euros – desde 2008, altura em que houve ajustamentos salariais na comissão executiva.

Jardim Gonçalves fica também sem as regalias que tinha quando trabalhava no banco — transportes, deslocações e segurança social.

Maria da Assunção Jardim Gonçalves, casada com o ex-presidente do banco, também perde direito a uma pensão especial de sobrevivência vitalícia, em caso de morte do beneficiário e fica a receber os valores auferidos pela generalidade dos trabalhadores do BCP.

Com esta decisão, o Tribunal da Relação dá razão ao BCP, que apresentou um recurso a uma decisão do Tribunal de Sintra. Em maio de 2018, o Tribunal deu luz verde ao pedido de Jardim Gonçalves para que o ex-banqueiro continuasse a receber uma pensão mensal milionária, com complementos de reforma e seguros.

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