Tiago Petinga / Lusa

O fundador do Banco Comercial Português (BCP), Jorge Jardim Gonçalves

O fundador do BCP, o madeirense Jorge Jardim Gonçalves, foi hoje condenado em tribunal a uma pena de dois anos de prisão, que fica suspensa mediante o pagamento de 600 mil euros, pelo crime de manipulação de mercado.

Quanto aos restantes arguidos, todos ex-administradores do Banco Comercial Português (BCP), houve decisões diferentes: enquanto Filipe Pinhal e António Rodrigues também foram condenados a penas de prisão de dois anos e a indemnizações de 300 mil euros cada um, Christopher de Beck foi absolvido de todas as acusações.

Não foram dados como provados todos os factos apresentados pela acusação, tendo os quatro responsáveis sido absolvidos da prática do crime de falsificação de documentos, pelo que as coimas não atingiram os limites máximos permitidos.

Christopher de Beck, outro administrador do BCP também arguido no processo, foi absolvido de todas as acusações.

Além deste processo de natureza criminal, há ainda dois processos de contra-ordenação contra os antigos responsáveis do BCP, um dos quais, movido pelo Banco de Portugal, que foi já declarado como prescrito, e um outro, desencadeado pela CMVM – Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, que corre ainda o seu curso.

ZAP/Lusa