The International Gemini Observatory

A possível mini-lua recentemente descoberta a orbitar a Terra (2020 CD3) foi fotografada pela primeira vez (e a cores) pelo Observatório Internacional de Gemini, localizado no Havaí.

Em comunicado, Grigori Fedorets, o principal astrónomo envolvido nas observações, explica que o objeto em causa, que tem alguns metros de diâmetro, pode ser um objeto rochoso natural raro, admitindo também a hipótese de ser algo que o Homem colocou no Espaço à décadas, referindo-se a detritos espaciais.

“De qualquer das formas, este é um objeto muito atraente e precisamos de mais dados para determinar o que realmente é”, sustentou na mesma nota.

Captada a 24 de fevereiro de 2020, a imagem mostra um pequeno ponto de luz entre várias linhas de cor, que representam estrelas em movimento. “As estrelas arrastam-se porque este objeto se move em relação às estrelas de fundo e o telescópio Gemini North, que tem oito metros, estava a rastrear este objeto”, explicou o cientistas, dando conta que é difícil seguir objetos em movimento como esta “mini-lua” com um aparelho tão grande.

Para já, a comunidade científica sabe que esta potencial mini-lua tem uma origem natural, podendo ser um asteróide, representando o segundo satélite rochoso até então descoberto a orbitar a Terra para além da Lua.

O outro corpo foi descoberto em 2006 por astrónomos do Catalina Sky Survey. Tratava-se do 2006 RH120, o primeiro asteróide identificado a orbitar a Terra. Ficou a “sondar” o nosso planeta durante 18 meses, entre 2006 e 2007.

2020 CD3 deverá ser totalmente expulso da órbita terrestre em abril. Até lá, os cientistas vou continuar a tentar perceber a sua origem.  “Observações adicionais para refinar a sua posição vão ajudar-nos a determinar a órbita deste objeto misterioso e a sua possível origem”, rematou Fedorets.

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