O Asso 28 recolheu 108 migrantes que se encontravam num bote mas acabou por devolvê-los à Líbia, ao contrário do que indica a Lei Internacional.
Uma embarcação italiana ao serviço de uma plataforma petrolífera, o Asso 28, recolheu 108 mirantes que se encontravam num bote e devolveu-os à líbia.
Esta decisão de devolver os migrantes ao porto de Trípoli representa uma violação à Lei Internacional, que não reconhece a Líbia como um porto seguro, e vai contra a Convenção de Genebra, que define que os migrantes resgatados devem ter oportunidade de procurar asilo.
De acordo com a TSF, o porta-voz do Conselho da Europa tem sublinhado, ao longo das últimas semanas, que “nenhum navio europeu pode levar migrantes de volta à Líbia porque vai contra os princípios do Conselho”.
Há cerca de três semanas, o Vos Thalassa, um outro navio de abastecimento para uma plataforma petrolífera, tentou entregar um conjunto de migrantes a um navio patrulha da Líbia, mas uma revolta na embarcação acabou por obrigar o navio a seguir para Itália.
Casos como este têm acontecido após Matteo Salvini, ministro italiano o Interior, ter anunciado a intenção de proibir de atracar em território italiano as embarcações das organizações não-governamentais que resgatam migrantes.
O caso do Asso 28 foi denunciado pelo secretário nacional do partido Esquerda Italiana, Nicola Fratoianni, que afirmou não saber se a operação foi desencadeada pela Guarda Costeira italiana, considerando que, nesse caso, seria um precedente extremamente grave.
Entretanto, o ministro italiano do Interior já reagiu via Facebook, numa publicação na qual Matteo Salvini nega o envolvimento da Guarda Costeira do país.
O governo italiano e Matteo Salvini estiveram bem. Todos os países europeus deveriam fazer o mesmo. A Imigração tem regras e os países podem receber imigrantes após pedido e autorização prévia, e não por imposição.
Se existe tal lei, a lei precisa de ser mudada.