O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou esta quinta-feira o Irão de possuir um “local de armazenamento atómico secreto” na capital do país. O Teerão já veio negar as acusações.

“Aquilo que o Irão esconde, Israel vai encontrar”, assegurou na tribuna da reunião anual da Assembleia-Geral da ONU. Netanyahu apelou ainda à Agência Internacional de Energia Atómica para “inspecionar imediatamente” o local “antes que os iranianos o esvaziem”.

Em paralelo, o primeiro-ministro israelita acusou os países europeus de atitude “conciliatória” face ao Irão, por tentarem retomar o comércio bilateral apesar das atividades nucleares dos iranianos.

Netanyahu evocou as ingerências históricas da Europa no Médio Oriente para criticar a posição dos líderes europeus de manterem a defesa do acordo nuclear iraniano de 2015. Este plano permite o levantamento das sanções em troca da limitação das atividades nucleares do Irão.

Após anunciar o que definiu como novas provas sobre atividades nucleares secretas dos iranianos, questionou-se: “Estes líderes europeus não aprenderam nada com a História? Será que vão acordar?”.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, retirou-se do acordo de 2015, mas as potências europeias consideram que vai persuadir o Irão a tornar-se mais cooperativo e transparente sobre as suas atividades nucleares.

Mohammad Javad Zarif, chefe da diplomacia iraniana, rejeitou esta sexta-feira todas as acusações do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sobre a existência de “um armazém nuclear secreto” no Irão.

“Nenhum espetáculo vai conseguir disfarçar o facto de Israel ser o único país na nossa região que tem um programa de armas nucleares ‘secreto’ e ‘não declarado'”, disse Zarif através do Twitter.

[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]