DR GPIAAF

Helicóptero destruído após queda no combate a incêndio em Alijó, a 16 de Julho de 2017.

O Ministério da Administração Interna tinha negado a tese de queda de um helicóptero no combate a um incêndio em Alijó, mas o relatório que investigou o caso desmente o Governo e confirma o acidente, divulgando a primeira fotografia da aeronave destruída.

Este relatório feito pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAAF) foi agora divulgado pela entidade no seu site oficial, confirmando a queda e a destruição do helicóptero e não deixando dúvidas de que o Governo quis “abafar” o acidente.

A agência Lusa reportou, na altura, a 16 de Julho passado, a queda da aeronave, citando o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Vila Real, Álvaro Ribeiro, mas fonte oficial do Ministério da Administração Interna desmentiu a informação, falando antes numa “aterragem de emergência”, após uma avaria.

“Houve uma anomalia com o aparelho, tendo o piloto conseguido ir em segurança até à margem e sendo nesse momento, que se deu o incidente com o helicóptero a tocar o chão de forma algo controlada pelo piloto”, disse então a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar

, conforme recorda a TSF.

A estação lembra também que foi alguns dias depois desta aparente contradição entre fontes que a ANPC impôs a “lei da rolha” aos Comandantes Distritais, centralizando as informações prestadas aos jornalistas na sede da ANPC.

Quanto ao relatório do GPIAAF, aponta que, após se ter deparado com dificuldades aquando do carregamento do balde de água na barragem, no âmbito do combate ao fogo em Vila Chã em Alijó, “a aeronave entrou em instabilidade, desconhecendo-se nesta fase da investigação, se o aparelho sofreu uma perda de estabilidade, ou algum tipo de toque em alguma superfície da represa”.

“Apesar da tentativa por parte do piloto de recuperar a estabilização do voo do helicóptero, o mesmo acabou por girar em volta do eixo vertical tendo as pás do rotor embatido na água”, acrescenta o documento, notando que “o aparelho tocou o solo e rolou para a direita, ficando imobilizado na beira da represa” e “destruído”, como atesta a imagem divulgada pelo Gabinete e reproduzida no início deste artigo.

O MAI não se quis pronunciar sobre estas conclusões, sublinhando, numa nota à TSF, que “questões operacionais devem ser remetidas para a ANPC”.

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