Miguel A. Lopes / Lusa
A DECO alerta que as informações prestadas pelos funcionários das Finanças, seja numa repartição ou através do balcão eletrónico, “não têm poder vinculativo”.
Em declarações à Renascença, o fiscalista Ernesto Pinto, da associação de defesa do consumidor, alerta que os “contribuintes têm de ter noção que toda a administração fiscal não está feita para ajudar as pessoas, mas sim para cobrar impostos”.
O fiscalista explica que quem vai a um serviço de Finanças tirar uma dúvida não deve tomá-la como garantida, já que estas respostas “não têm poder vinculativo”.
“O contribuinte acha muitas vezes que tem o seu problema resolvido, mas não é assim, porque depois pode ser surpreendido por uma interpretação completamente contrária quando submete a sua declaração de IRS e os serviços centrais informam que não está correto”, refere o fiscalista.
A DECO afirma ter detectado “inúmeras vezes” a existência de informações contraditórias recolhidas nos serviços das Finanças.
“Fazemos testes quer em balcões de serviços de Finanças, quer através da linha telefónica, quer através do balcão eletrónico e posso dizer que, se colocarmos a mesma pergunta – e pode ser uma simples, como ‘quanto é que tenho a pagar pelo IMT da minha casa’, que é o imposto que se paga quando se adquire um imóvel – no mesmo dia podemos ter três, quatro respostas diferentes
em função da pessoa que nos atende”, lamenta Ernesto Pinto.Outro problema apontado pela DECO é o preço “inadmissível” de um parecer vinculativo, que pode custar pelo menos 2.550 euros.
O valor total pode chegar “a perto de 25 mil euros, dependendo – e utilizando a letra da lei – da ‘complexidade e da urgência do processo’, para ter uma informação vinculativa”, acrescenta o fiscalista à Renascença. “Ou seja, por vezes, para poder poupar cerca de 200 euros teria de gastar, no mínimo cerca de 2.500”, remata.
ZAP
Não sei o que pense da DECO neste momento! O que será que pretende com este tipo de informação? Lançar o descrédito total entre os contribuintes e as finanças!?
Será que os funcionários (na sua generalidade) querem prejudicar propositadamente os contribuintes? Não me parece!
Parece é que querem arranjar mais clientela aos advogados e Tecnicos de conta.
E se os contribuintes não estão bem com as finanças não irão ficar certamente melhor com esses senhores....
Concordo quando dizem que nem tudo está bem nas finanças, mas com pouco pessoal e recursos tão limitados bem podem agradecer aos funcionários o trabalho que têm para cobrar impostos para politicos incompetentes.