António Vitorino, ex-ministro socialista, considera que os despedimentos na Função Pública são inevitáveis, no sentido de reduzir o número de trabalhadores e, logo, a despesa pública.
Em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, o ex-ministro e ex-comissário europeu que actualmente, é presidente da EPIS – Empresários pela Inclusão Social defende que o Estado continua a ter demasiados funcionários públicos e que é inevitável, até face a um futuro de maior informatização dos serviços, que haja uma redução de trabalhadores neste domínio.
“A administração do futuro vai exigir menos funcionários, pela automação, informatização. Simplesmente, essas pessoas têm de ter uma transição para esse novo paradigma e essa transição custa dinheiro”, começa por constatar António Vitorino.
O ex-ministro refere que “o melhor é rescindir amigavelmente ou encontrar formas alternativas de canalizar essas pessoas para outras actividades em função das suas qualificações ou da capacidade de as requalificar”.
“Isso pode exigir despesa e investimento, só que à cabeça é assim, desde que depois sejam claros nos retornos a seguir, que se traduzirão no cômputo global e no fim da linha – e estou a falar de cinco anos – em poupanças na despesa pública
“, realça.Mas Vitorino está certo de que esta redução de funcionários públicos que considera necessária não vai acontecer durante esta legislatura.
Na mesma entrevista, onde abordou temas como a educação, o turismo, o crescimento económico, Vitorino classifica a geringonça como “o preço a pagar pela estabilidade governativa”.
O ex-ministro garante ainda que não está nos seus planos candidatar-se à Presidência da República e antecipa que Marcelo Rebelo de Sousa se vai candidatar para um segundo mandato.
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Qual despedimento vão ser admitidos cinco ou seis mil