Edgar Libório / EPA

As causas do incêndio, que esta quarta-feira destruiu 422 viaturas no Andanças, em Portalegre, estão agora a ser investigadas pela GNR.

Tudo aponta para que o fogo que ontem deflagrou num dos parques de estacionamento do festival Andanças, em Castelo de Vide, Portalegre, tenha tido origem numa viatura.

O incêndio, que começou por volta das 15h00, foi combatido por cerca de 171 operacionais, com o apoio de 50 viaturas e de quatro meios aéreos, dois aviões e dois helicópteros.

Não houve registo de feridos mas as chamas destruíram 422 viaturas e afetaram parcialmente outras nove, segundo a agência Lusa.

Na altura do fogo, foram retiradas, por precaução, cerca de quatro mil pessoas que se encontravam no recinto do festival.

Três pessoas foram assistidas no local, duas das quais foram transportadas para o hospital de Portalegre por inalação de fumos.

As causas estão agora a ser investigadas pela GNR e, segundo fonte desta força de segurança, a investigação só passa para a PJ se forem detetados indícios de origem dolosa.

A GNR está agora a proceder à identificação das centenas de viaturas afetadas, admitindo ser um “trabalho moroso”.

“É uma tarefa que vai ser exaustiva, são muitos veículos e os próprios proprietários têm alguma dificuldade em reconhecer os veículos devido ao estado em que ficaram”, afirmou à TSF

o comandante da GNR de Portalegre, Carlos Belchior.

“O primeiro veículo [que originou o incêndio] está identificado, as perícias continuam e será um trabalho pelo menos para vários dias”, explica.

Segundo o Jornal de Notícias, a organização do Andanças já afirmou que tem um seguro que cobre os danos resultantes do incêndio, estando em contacto com a seguradora para fazer a avaliação.

O Andanças – Festival Internacional de Danças Populares decorre desde segunda-feira nas margens da albufeira de Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide.

Promovida pela PédeXumbo, Associação para a Promoção da Música e Dança, a 21.ª edição do festival esperava receber, até domingo, 40 mil visitantes, numa área de 28 hectares.

ZAP / Lusa