Um adolescente da Nova Zelândia que admitiu ter violado uma jovem de 14 anos não poderá apagar as acusações do seu registo criminal, mas essa é a única punição que receberá.

O adolescente, agora tem 18 anos, tem planos de se tornar um desportista profissional e já “representou a Nova Zelândia no cenário mundial”. Depois que o juiz teve conhecimento de tal, essas realizações parecem ter contribuído para a decisão de permitir que o adolescente não vá para a prisão, noticiou

o Stuff, citado pelo Raw Story na segunda-feira.

A violação terá supostamente ocorrido durante uma viagem escolar, na qual o adolescente estava a consumir álcool com a vítima, de 14 anos. Quando começou a beijá-la, a jovem terá se sentido desconfortável e optado por se ir deitar. Foi então que o adolescente dirigiu-se ao seu quarto e lhe fez fez sexo oral. No dia seguinte, terá forçado a jovem a lhe fazer sexo oral, dizendo que a mesma lhe “devia” isso.

Cinco meses depois, durante uma festa, o adolescente estava a beijar outra jovem – dessa vez da sua idade -, quando tentou forçar a mesma a tirar a roupa. Esta tentou resistir, tendo o adolescente a forçado a ter sexo oral, violando-a de seguida no capô de um carro.

Apesar de reconhecer a natureza horrível dos ataques durante a sentença do adolescente, o juiz fez questão de mencionar as suas realizações desportivas.

“És um ávido e talentoso desportista, tendo competido a alto nível e isso inclui representar a Nova Zelândia no exterior”, disse o juiz Tony Fitzgerald. “O seu objetivo é ser um profissional e competir internacionalmente. As referências fornecidas falam do seu talento excecional e do seu potencial futuro brilhante”, acrescentou.

Para determinar a sentença, o juiz deu crédito ao adolescente pelos “talentos” desportivos, pelo remorso que supostamente demonstrou, pela participação num curso de reabilitação, pelas 200 horas de serviço comunitário e pela ausência de um passado criminoso. Em última análise, o único castigo do adolescente será uma marca no seu cadastro.

Em declarações à Stuff, Kathryn McPhillips, defensora das vítimas de abuso sexual, disse que, embora reconheça que os tribunais de menores devam principalmente dar às crianças uma segunda oportunidade, a decisão do juiz ignorou os direitos das vítimas.

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