Jiji Press / EPA
Cerimónia do ritual Daijosai, com o Imperador Naruhito.
Este ritual de sucessão do Imperador Naruhito aconteceu na quinta-feira e envolve dormir com uma deusa do Sol. O templo é construído para o efeito e é destruído depois.
O ritual japonês altamente secreto conhecido como Daijosai é o último dos principais rituais de sucessão após a sua entronização em maio. Esta é uma prática única com todos os imperadores japoneses e tem causado polémica por ser financiada pelo Estado, explica o Japan Times. Aliás, mais de 200 pessoas moveram uma ação judicial contra o ritual, exigindo uma maior separação entre Estado e religião.
O ritual foi feito na noite desta quinta-feira e serve para agradecer pelas boas colheitas, orar pela paz e segurança da nação e ser anfitrião dos deuses ancestrais da sua família. Na cultura japonesa, este é conhecido como o ritual de sucessão mais importante e tem um custo de 25 milhões de dólares — sensivelmente 22,7 milhões de euros.
O Governo de Shinzo Abe defende que o ritual está escrito na constituição e, portanto, serve o interesse público e merece financiamento estatal.
O templo onde acontece a prática religiosa é construído propositadamente para o acontecimento, onde o Imperador japonês, alegadamente, tem relações sexuais com uma deusa do Sol
. De acordo com o The Independent, não se sabe qual o critério para selecionar esta suposta figura divina.A Associated Press refere que o Imperador faz sexo com a deusa para ganhar divindade, mas há quem defenda que ele apenas dorme com ela, sem que haja qualquer tipo de contacto físico. As autoridades nipónicas negam que Imperador use a cama para conseguir alcançar a divindade.
John Breen, especialista em cultura japonesa, disse à CNN que a teoria é que o imperador fica deitado na cama, coberto nos lençóis, enquanto espera que a deusa do Sol desça do céu e entre no seu corpo.
As imagens transmitidas pelas estações televisivas japonesas mostram Naruhito, acompanhado por assistentes, a caminhar em direção a um corredor, até desaparecer por detrás de uns cortinados na entrada do templo. Depois de usado, este mesmo templo será destruído.
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Na minha mais modesta opinião, acredito que haja deusas mais baratas. Acredito até que com 50€ fazia a festa. Por outro lado estar a destruir uma casa, ou templo (como lhe queiram chamar) depois de a construírem, e depois de alguém ter tido relações sexuais dentro da mesma, isso então é uma calamidade, ou a práctica de sexo não foi o suficiente satisfatória para posteriormente ter vontade de mandar a casa a baixo.