Persian King / Flickr

O inventor da polémica experiência equipara este tratamento a uma “cirurgia plástica do interior”.

Mais de 100 pessoas já se submeteram ao ambicioso ensaio clínico de Ambrosia, uma start-up californiana que oferece transfusões de sangue adolescente para pacientes com idades médias de 60 anos.

As transfusões são vendidas por 8 mil dólares cada injeção – mais de 6.700 euros – e, de acordo com a empresa norte americana, podem ajudar a combater o envelhecimento.

Para o estudo da empresa, fundada o ano passado pelo médico Jesse Karmazin, a cada paciente é injetado dois litros e meio de plasma procedente de bancos de sangue, que resulta de uma mistura de vários donativos de adolescentes.

Karmazin, o fundador, tem se mostrado satisfeito com os resultados, assinalando ao The Sunday Times que o tratamento é como “uma cirurgia plástica do interior” e afirmando que os pacientes ficam com melhor aspeto depois de “um único tratamento”.

“Não tenho condições para dizer que nos dará a imortalidade, mas estamos muito perto”, afirmou.

O tratamento já levantou, no entanto, muitas dúvidas na comunidade científica, que adverte que o procedimento não está comprovado e critica o estudo por obrigar os pacientes a pagar para participar.

Além disso, ainda que o estudo se apoie num outro de 2014, que sugere que o plasma de ratos jovens infetado com plasma de ratos velhos melhora a memória e a capacidade de aprender dos segundos, o neuro cientista Tony Wyss-Coray, sustenta que “não há provas clínicas” de que o tratamento traga benefícios.

“Basicamente estão a abusar da confiança das pessoas e das emoções que o tema suscita”, disse, no ano passado à Science.

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