Já foi identificada pelas autoridades a professora que terá sido responsável por divulgar informações acerca do exame nacional de português, que o mês passado circularam nas redes sociais, dias antes do exame nacional da disciplina.

Segundo o jornal Expresso, a origem da fuga de informação é uma professora de uma escola pública da região de Lisboa, que esteve envolvida na preparação dos exames nacionais.

A docente identificada dá explicações de português a alunos do ensino secundário, e numa destas explicações particulares a um grupo de alunos terá divulgado informações relativas ao exame nacional da disciplina.

Antes de entrarem nas salas para o exeme em causa, muitos alunos já sabiam os temas que iam encontrar, através de uma gravação de áudio feita por uma aluna, que divulgou um ficheiro na rede social WhatsApp em que descrevia algumas das informações que tinha obtido pela explicadora de uma amiga.

“Ó malta, eu falei com uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, que é uma comuna, e diz que ela precisa mesmo, mesmo, só de estudar Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX.
Basicamente, ela sabe todos os anos o que é que sai e este ano inclusive. Pediu para ela treinar uma composição sobre a importância da memória e outra sobre a importância dos vizinhos no combate à solidão. Pronto, basicamente é isto, se não sair, não tenho nada a ver com isto, ok?

Terá sido Miguel Bagorro, professor na Escola Secundária Luísa de Gusmão, em Lisboa, a denunciar a gravação ao Ministério da Educação, que encaminhou a situação ao Ministério Público.

“Na altura não liguei, até porque todos os anos há boatos a circular sobre o que vai sair nos exames. Mas quando vi o que saiu na prova, fiquei estupefacto. O que foi dito na gravação foi exatamente o que saiu. Logo nesse dia, escrevi uma denúncia ao Ministério da Educação”, contou Miguel Bagorro.

Ainda de acordo com o Expresso, não é a primeira vez em que esta professora está envolvida em polémica relacionada com divulgação de informações sobre os exames nacionais.

Em provas anteriores, terá havido já suspeitas não comprovadas de que a docente, que é há vários anos uma das que prepara o exame nacional de língua portuguesa, tinha informado os seus alunos da matéria a ser incluída no exame.

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