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A Huawei está convencida a trazer o 5G, a quinta geração de internet móvel, para Portugal. A multinacional chinesa é acusada de usar a tecnologia para espionagem.

Os Estados Unidos, a Alemanha e a Comissão Europeia temem que a Huawei esteja a usar a tecnologia móvel 5G como estratégia de espionagem chinesa. Segundo as autoridades norte-americanas dizem que o Governo chinês pode espiar e roubar informações através da empresa de telecomunicações.

De acordo com o Expresso, o alerta foi dado pelos EUA, numa reunião de uma delegação norte-americana com jornalistas em Portugal, na qual os norte-americanos alertaram para os riscos de segurança que a adoção da tecnologia chinesa pode envolver.

Este não é o primeiro conflito entre os norte-americanos e a empresa chinesa. Ainda em janeiro deste ano, os EUA apresentaram uma queixa-crime contra a Huawei por roubo de segredos comerciais, fraude bancária e violação de sanções internacionais ao Irão.

Mesmo assim, numa declaração enviada à agência Lusa, a Huawei diz estar “determinada em continuar a trazer para Portugal as tecnologias e os produtos mais inovadores, incluindo a tecnologia 5G, que lidera em todo o mundo”.

A Huawei defende-se das acusações feitas, dizendo que “não registou qualquer ameaça de segurança cibernética nos últimos 30 anos” e que a empresa chinesa “opera em mais de 170 países e regiões”.

A Huawei tem sido acusada de ligação ao Governo de Pequim, e as suas redes 5G foram já banidas em alguns países devido a preocupações com a segurança nacional.

No entanto, a empresa de telecomunicações assegura que “não permite e nunca permitirá a existência de qualquer partilha indevida de dados através dos seus equipamentos”. A Huawei pede ainda para não se confundirem interesse geopolíticos com interesses económicos.

De acordo com o Público, durante a visita a Lisboa do Presidente chinês, Xi Jinping, em dezembro do ano passado, foi assinado entre a Altice e a empresa chinesa um acordo para o desenvolvimento da próxima geração da rede móvel no mercado português.

Em entrevista à Lusa, o presidente executivo da Altice, Alexandre Fonseca, afirma que a Huawei é uma das suas parceiras, mas que, caso se verifiquem “decisões políticas antagónicas”, a Altice terá de repensar a sua relação com a multinacional.

No entanto, Alexandre Fonseca garante que a Altice “não tem qualquer suspeita de qualquer tipo de atuação menos rigorosa por parte da Huawei”, razão pela qual manterá a sua palavra no acordo para o desenvolvimento da tecnologia 5G.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]