Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastam cerca de 100 milhões de euros com as mais de mil pessoas que têm alta clínica, mas que continuam internadas por falta de respostas sociais.

Este é já um problema antigo, tal como escreve o Jornal de Notícias que avança a notícia, mas o Ministério da Saúde quer agora encontrar uma solução para estes internados.

Esta medida consta da proposta de Orçamento de Estado para 2020, que foi esta terça-feira apresentada pelo ministro das Finanças Mário Centeno. O ministério de Marta Temido quer encontrar um “modelo de responsabilidade financeira” para estes doentes que continuam nos hospitais após receberem alta, pode ler-se na proposta de OE.

Em declarações ao matutino, o gabinete do Ministério da Saúde disse estar a trabalhar com o Ministério da Segurança Social “uma melhor articulação de respostas”, acrescentando que este “será um trabalho a desenvolver ao longo do ano de 2020”.

Diariamente, mais de mil pessoas são internadas em hospitais por não terem por onde ir. Metade destas pessoas deveria ser ser transferida para um lar de terceira idade, para casa (com apoio domiciliário) ou para outra resposta social semelhante, aponta o JN.

“São pessoas com um elevado grau de incapacidade e não é legítimo esperar que as famílias tenham capacidade para as acolher”, explica Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, citado pelo mesmo jornal.

Para 2020, a pasta liderada por Marta Temido vai receber um total de um total de 11.225,6 milhões, num reforço de 941 milhões de euros relativamente ao ano passado, representado um aumento de 10%.

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