O Ministério Público (MP) acredita que a deputada e vice-presidente da bancada do PS na Assembleia da República Hortense Martins falsificou um documento para não ser acusada no processo do marido, Luís Correia, ex-presidente da Câmara de Castelo Branco.
O jornal Público avança esta sexta-feira que Hortense Martins, deputada e vice-presidente da bancada do PS na Assembleia da República, falsificou um documento com o objetivo de não ser acusada no processo em que Luís Correia, o seu marido e ex-presidente da Câmara de Castelo Branco, começa a ser julgado na sexta-feira da próxima semana.
Em causa está um documento, entregue no Registo Comercial em março de 2019, no qual se afirma que Hortense Martins deixou de ser gerente da empresa hoteleira Investel, de que é proprietária juntamente com familiares, quando, de facto, se manteve em funções, pelo menos, até outubro de 2013.
A declaração escrita, que o Ministério Público (MP) considerou ser falsa, foi produzida e assinada por Hortense Martins e o seu pai, Joaquim Martins.
“Não são conhecidas as consequências do facto [falsificação do documento] — pois não obstante a convicção de que os arguidos agiram da forma descrita com intenção de prevenir consequências desfavoráveis para a arguida Maria Hortense, nomeadamente no âmbito de um outro processo que esteve pendente neste departamento (893/16.OT9CTB), certo é que, nesse âmbito, a concreta data de cessação da actividade de gerência na Investel por parte da arguida não tinha relevância factual”, lê-se no despacho proposto pelo DIAP de Coimbra para a suspensão provisória e futuro arquivamento do processo referente à falsificação.
Segundo o Público, o processo em causa é o do ex-autarca Luís Correia, acusado com o seu pai do crime de prevaricação de titular de cargo público, devido a pagamentos feitos à Investel e a outra empresa.
Assim, Hortense Martins falsificou o documento porque, caso o MP verificasse que era sócia da Investel, corria o risco de ser acusada também de prevaricação de titular de cargo público.
O processo de Hortense Martins será arquivado caso a deputada e o pai cumpram três condições: a retificação da data de cessão da gerência de Hortense Martins inscrita no registo comercial; o pagamento de mil euros à Comissão de Proteção às Vítimas de Crimes; e o pagamento de outros mil euros ao Estado por parte de Joaquim Martins.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]
Este país está entregue à bicharada... PS, PSD, CDS, PCP, Bloco, até o Ventura do Chega é um aldrabão......e faltam muitos na lista, isto só vai com uma limpeza ao estilo "pest control"