Will Oliver / EPA

Polícia britânica na London Bridge, em Londres

O homicida-herói Steve Gallant, que impediu que o terrorista da London Bridge atacasse mais pessoas, vai ver a sua pena reduzida em dez meses.

Em 2015, Steven Gallant foi condenado a 17 anos de prisão pelo assassinato de um bombeiro, na cidade de Hull, no Reino Unido. Em novembro do ano passado, o britânico de 42 anos estava em liberdade, no âmbito de um programa de reabilitação, no mesmo dia em que a London Bridge foi palco de um ataque terrorista.

Na sexta-feira, dia 29 de novembro de 2019, Usman Khan atacou várias pessoas com uma faca na London Bridge. O homem acabou por ser confrontado por Steven Gallant, que ajudou a travar o atacante.

Depois de se ter tornado um verdadeiro “herói”, Gallant pode agora ver a sua pena reduzida em dez meses, através de um perdão real, com a possibilidade de solicitar liberdade condicional até ao próximo mês de junho, avança o Expresso.

O semanário escreve que a rainha Isabel II foi aconselhada a perdoar o crime de Gallant, uma vez que as “ações excecionalmente corajosas” do condenado contribuíram para salvar muitas vidas.

“O chanceler concedeu a Steven Gallant uma Prerrogativa Real de Misericórdia

, reduzindo a sua pena em 10 meses em reconhecimento das suas ações excecionalmente corajosas no Fishmongers ‘Hall, que ajudaram a salvar a vida das pessoas, apesar do tremendo risco para ele próprio”, disse o porta-voz do Ministério da Justiça, citado pela BBC.

O Diário de Notícias explica que a Prerrogativa Real de Misericórdia é concedida pela Rainha, a conselho de seu Governo, e não tem precedentes para um assassino encarcerado.

O advogado de Steven Gallant já reagiu, dizendo que o seu cliente “sente uma dívida de gratidão para todos aqueles que o ajudaram a obter um perdão real de misericórdia”.

A própria família do bombeiro morto por Steven Gallant, em 2005, apoia a decisão de libertar o homicida mais cedo. O filho da vítima confessa ter “emoções confusas, mas o que aconteceu na London Bridge mostra que, de facto, as pessoas podem mudar”.

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