Face ao surto de sarampo que afeta a Europa e à diminuição da taxa de vacinação no país, o governo da Holanda está a estudar um projeto de lei que poderá proibir a entrada nas creches de crianças não vacinadas para doenças como o sarampo.

De acordo com o jornal espanhol ABC, se a medida for aprovada, a Holanda vai juntar-se à França, Itália e Áustria, que também adotaram medidas similares para combater a disseminação de doenças contagiosas.

A proposta deve ser apresentada no Parlamento holandês já nos próximos meses, mas já conta com o apoio público de mais de uma centena de deputados.

“Como pai, tenho o direito de saber o quão seguro está o meu filho. Estamos a favor de um registo obrigatório e de dar às entidades de cuidado infantil a possibilidade de rejeitarem crianças que não estejam vacinadas”, disse o deputado socialista Peter Kwint, em declarações ao ABC.

Nos últimos anos, a taxa de vacinação na Holanda caiu para 90%

, uma percentagem abaixo da recomenda pela Organização Mundial de Saúde. Esta quebra tem levado a que doenças dadas como praticamente extintas voltem a surgir e a ameaçar o bem estar e saúde dos cidadãos europeus.

O último surto de sarampo da Europa – considerado como o mais grave da última década – registou mais de 41 mil casos só nos primeiros seis meses do ano.

Recentemente, a OMS frisou que o vírus do sarampo é extremamente contagioso e é transmitido com rapidez entre pessoas suscetíveis, sublinhando que, para prevenir surtos, é necessário, pelo menos, uma cobertura de imunização de 95%, com duas doses de vacina a cada ano, em cada comunidade.

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